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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de outubro de 2016. Atualizado às 23h28.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 27/10/2016. Alterada em 26/10 às 20h25min

Pardais, lombadas e radares

Paulo Franquilin
Todo o aparato eletrônico usado para controle de velocidade aumenta a cada dia, sendo instalado em diversos pontos das cidades e estradas com critérios questionáveis, em locais que não são visíveis para a população, sem a devida sinalização.
O grande problema é que a instalação passa por avaliações subjetivas dos locais, alguns levantamentos e, logo em seguida, sem alarde aparecem instalados, enquanto alguns pontos extremamente críticos e de necessidade real não são estudados, mesmo com a sabedoria popular apontando para que naqueles locais houvesse controles de velocidade. Parece que tais dispositivos só têm por finalidade arrecadar dinheiro para os cofres públicos de maneira fácil e contestação difícil, pois questionar a sinalização deficiente não adianta, pois a foto e a medição são provas inquestionáveis, já que a maioria das pessoas nem busca recurso das multas.
Cabe à população ficar mais atenta ao entorno dos locais dos dispositivos, verificando se há instalação de placas informando a existência dos mesmos, outras mostrando a velocidade máxima, pois tudo deve ser instalado nas proximidades, junto com pardais, lombadas e radares nas proximidades, para alertar os motoristas. O questionamento de multas é encaminhado para os órgãos que aplicaram as mesmas e é analisado por pessoas ligadas ao sistema de trânsito, com a necessidade de embasamento legal adequado, mas que, geralmente, não tem o recurso deferido. A população precisa conhecer melhor os seus direitos para questionar a "indústria da multa" que é imposta, verificando a legislação de trânsito, a qual muitas vezes não é respeitada quando são instalados os dispositivos de arrecadação das multas.
Sem falar de outras leis que são aprovadas seguidamente, mudando valores das multas e com surgimento de novas penalidades para os motoristas, sem nenhuma discussão com a população.
Tenente-coronel da BM, jornalista e escritor
 
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