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Porto Alegre, quarta-feira, 02 de novembro de 2016. Atualizado às 23h58.

Jornal do Comércio

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Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 03/11/2016. Alterada em 03/11 às 00h43min

Os desafios que Marchezan terá como prefeito de Porto Alegre

Prefeito eleito prometeu ampliar a atuação da Guarda Municipal

Prefeito eleito prometeu ampliar a atuação da Guarda Municipal


Marco Quintana/JC
Suzy Scarton
Eleito prefeito de Porto Alegre com 60,5% dos votos válidos, o deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB) assumirá no dia 1 de janeiro de 2017 a administração de uma cidade cheia de problemas. Além de precisar concluir diversas obras iniciadas e não finalizadas durante a gestão de José Fortunati (PDT), o novo prefeito terá de lidar com dificuldades recorrentes, como a falta de vagas em creches e a superlotação das emergências hospitalares. E, mesmo que a responsabilidade pelo policiamento não seja do município, terá na crescente falta de segurança um de seus maiores desafios.
Saúde
Hospitais em condições precárias, superlotação de emergências e filas de espera para conseguir uma consulta médica - principalmente com especialistas - são algumas das situações enfrentadas pelos porto-alegrenses. O Hospital da Restinga, por exemplo, foi inaugurado em 2014 e ainda não funciona a pleno: a maternidade, a UTI e o bloco cirúrgico não foram abertos. O Hospital Porto Alegre sofre com dívidas trabalhistas, e o Parque Belém, com as más condições estruturais. A cidade possui somente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) funcionando, mas outras três estavam previstas, e a construção de uma delas, a UPA Partenon, segue estagnada em razão de trâmites administrativos.
Uma das principais propostas de Marchezan é ampliar o horário de funcionamento de oito unidades distritais em oito regiões, embora ainda não saiba quais serão elas. A ideia é que os postos de saúde fiquem abertos até as 22h. Além disso, ele pretende reforçar o uso do Telessaúde.
Educação
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que existe um déficit de quase 16 mil vagas em escolas de Educação Infantil na Capital. Embora a prefeitura não reconheça o dado e indique que faltam apenas cerca de 6 mil vagas, é fato que muitas mães procuram uma creche para deixar seus filhos enquanto trabalham e não encontram vagas.
Marchezan considera que não seja necessário garantir vagas para 100% das crianças, uma vez que há pais com condições financeiras que preferem ficar em casa com seus filhos ou pagar uma creche particular. No entanto, ele pretende qualificar a gestão das escolas conveniadas.
Assistência social
Em dezembro, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) deverá divulgar o mais recente censo das pessoas em situação de rua na cidade. No último levantamento, realizado em 2011, existiam 1.347 pessoas identificadas. A estimativa preliminar é de que esse número esteja bem maior agora.
Para o prefeito eleito, há duas maneiras de enfrentar a situação: geração de empregos e unificação das secretarias para que haja uma melhor organização nos abrigos de acolhimento.
Mobilidade
Uma dos pontos mais criticados da gestão Fortunati é a demora na conclusão de obras. O vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), durante a campanha eleitoral, reconheceu os atrasos, mas defendeu que todas as intervenções eram extremamente necessárias para o funcionamento da cidade. A trincheira da Plínio Brasil Milano, cuja entrega estava prevista para antes da Copa do Mundo de 2014, nem começou a ser feita, uma vez que existe um entrave burocrático a respeito de dois terrenos que precisam ser retomados pela prefeitura.
A intervenção na avenida Severo Dullius, que promete facilitar a vida dos motoristas que trafegam em direção à Zona Norte, está prometida para o começo do ano que vem. Na avenida Tronco, na Zona Sul, o reassentamento de mais de 1,5 mil famílias atrasou o andamento e, por enquanto, a intervenção não foi concluída.
Além disso, Marchezan também deverá administrar os US$ 92 milhões concedidos pela Corporação Andina de Fomento (CAF) para revitalização das obras da orla do Guaíba e qualificação de outros espaços urbanos do Centro Histórico, como o chamado de Quadrilátero. Há, ainda, as obras de duplicação na Zona Sul da Capital, como as das avenidas Vicente Monteggia, Oscar Pereira e Edgar Pires de Castro, todas projetadas e sem previsão de início das obras.
Quanto à construção do metrô e à implantação dos BRTs, o prefeito eleito pretende buscar recursos, mas não garante que conseguirá, uma vez que, para ele, tanto o governo federal como a prefeitura mentiram ao dizer que haveria verba para a implantação dessas melhorias.
Outra demanda da população é a implantação do Plano Diretor Cicloviário da Capital, que prevê a liberação de 403 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. A intenção da prefeitura era concluir 50 quilômetros de pista até o final deste ano. Faltam cerca de 10 quilômetros para a meta ser atingida.
O prefeito eleito cita a necessidade de aumentar o índice de investimento da prefeitura como fator essencial para o desenvolvimento da cidade. Além disso, elenca como prioritário o término das obras que já estão em andamento. O estabelecimento e cumprimento de prazos e a busca por recursos da iniciativa privada e por parcerias público-privadas também são estratégias que serão adotadas.
Segurança
Devolver a sensação de segurança aos porto-alegrenses será, provavelmente, o maior desafio do novo prefeito. Embora garantir policiamento não seja competência da prefeitura, Marchezan se comprometeu a ampliar a atuação da Guarda Municipal, permitindo que o efetivo também ajude na proteção da população. Atualmente, 484 agentes são responsáveis pela guarda de cerca de 600 prédios municipais, além de parques e praças. Outra aposta do prefeito eleito é a utilização de câmeras de monitoramento para identificação de veículos roubados. Formalizar convênios com a Brigada Militar e com a Polícia Civil também é uma de suas propostas.
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