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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de outubro de 2016. Atualizado às 10h03.

Jornal do Comércio

Geral

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 27/10/2016. Alterada em 27/10 às 00h04min

Comissão tenta destravar obras da ponte do Guaíba

Após anúncio do governo federal de repasse de recursos, trabalho nos canteiros continua devagar

Após anúncio do governo federal de repasse de recursos, trabalho nos canteiros continua devagar


Jonathan Heckler/JC
Igor Natusch
Uma comissão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul deve ir a Brasília no próximo dia 9, buscando desatar o nó que envolve a exploração da BR-290 (freeway) e da ponte do Guaíba. O contrato com a concessionária Triunfo Concepa se encerra em julho do ano que vem, e ainda não há movimentação para renovar a licença ou para um novo processo licitatório. Existe o temor de que o fim da concessão prejudique o içamento da ponte do Guaíba, o que pode gerar consequências econômicas para Porto Alegre e o Rio Grande do Sul.
Entre as propostas que serão levadas ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, está a renovação da concessão assinada com a Concepa, sob a condição de que a concessionária assuma a conclusão das obras da nova ponte do Guaíba, que avançam devagar pelo menos desde junho deste ano.
Luiz Domingues, vice-presidente do Movimento Ponte do Guaíba, afirma que cinco dias sem o erguimento do vão móvel seriam suficientes para deixar Porto Alegre sem gás de cozinha, uma vez que a passagem é fundamental para esse abastecimento. Entre 10 e 20 dias, a escassez do produto atingiria todo o Estado. "Se nada for feito, eles (Concepa) vão fechar a cabine, entregar a chave em Brasília, e não teremos içamento da ponte até o novo contrato estar firmado."
Para evitar a interrupção, Domingues propõe que a Concepa assuma as obras da nova estrutura como uma contrapartida pela renovação da concessão hoje em vigor. "A Concepa inclusive é responsável pelo atual projeto (para a nova ponte). Se não existe dinheiro, esse acordo pode aliviar o governo federal e resolver o problema do Estado. O que não queremos é ficar sem gás", acentua Domingues.
Presidente da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia, Adilson Troca (PSDB) trata o assunto como uma "preocupação importante" para o Estado. Conforme o deputado, é preciso dar início imediato à preparação de um novo contrato, seja para renovação com a Concepa ou para abrir nova licitação.
O parlamentar confirma que a transferência da nova ponte para a atual concessionária é uma das alternativas que estão na mesa. "Vamos pedir que o governo federal priorize essa questão. É preciso resolver isso o mais rápido possível", diz Troca. Atualmente, as obras da nova ponte estão a cargo de um consórcio constituído pelas construtoras Queiroz Galvão e EGT Engenharia.
A Superintendência Estadual do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit-RS) garante que o governo federal já empenhou R$ 42 milhões do valor previsto para a nova ponte, e prevê para novembro a chegada do restante. Conforme o órgão, as obras já foram retomadas, e o processo para contratação de mais funcionários está em andamento.
A reportagem do Jornal do Comércio esteve no canteiro de obras na tarde de ontem e não viu nenhuma movimentação que indicasse a retomada efetiva das atividades.
De acordo com Isabelino Garcia dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Rio Grande do Sul (Siticepot), o processo seletivo para contratação de novos funcionários foi aberto na semana passada, mas não há previsão para a admissão dos selecionados. Segundo ele, as obras na nova ponte ainda estão "em ritmo bem lento", sem mudança significativa desde junho, quando os recursos federais pararam de financiar a empreitada.
Em nota, a Triunfo Concepa diz estar à disposição para "analisar cenários que envolvam o entorno de sua concessão". Entretanto, garante que, "no momento, não há nenhuma tratativa neste sentido envolvendo a concessionária, por não fazer parte do seu contrato atual".
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Comentários
Antonio Carlos Paz 27/10/2016 10h38min
A Concepa tem feito investimentos na auto estrada o que é louvável. Ocorre que o valor atual do pedágio está fora da realidade. Gasto hoje de pedágio para ir de Cachoeirinha à Tramandai R$ 20,70 e de gasolina R$ 27,00 no máximo. Tem lógica isso? Renovar a concessão sem baixar o valor do pedágio é penalizar todos os motoristas em benefício exclusivo de apenas uma empresa. Pior ainda, é o acúmulo de veículos na Av. Flores da Cunha em Cachoeirinha, na fuga do pedágio. Cachoeirinha vai parar!
ALEXANDRE_CUNHA__KRAUSE 27/10/2016 10h22min
O que podemos dizer sobre esta obra, é que, mais uma porcaria da então "presidenta" que tinhamos ate então, de não deixar a Concepa fazer que ela iria terminar a ponte com recursos do governo.