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Porto Alegre, domingo, 16 de outubro de 2016. Atualizado às 15h06.

Jornal do Comércio

Esportes

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surfe

Alterada em 16/10 às 15h08min

Gabriel Medina sonha com bi no surfe e prevê briga boa com John John Florence

O surfista Gabriel Medina entra em ação a partir desta terça-feira para manter as suas chances de bicampeonato mundial. Ele vai disputar a etapa de Portugal, em Peniche, ciente de que precisa diminuir a vantagem de 2.700 pontos do líder do campeonato, o havaiano John John Florence, para alimentar o sonho de mais uma conquista.
O adversário pode até ser campeão na Europa, antes da última etapa do ano, caso vença e Medina fique na 9.ª colocação. Se John John for segundo colocado, Medina dá o título de bandeja se não passar da terceira fase. Já com um terceiro lugar do havaiano, o título será definido só na última etapa.
Só que o brasileiro está empolgado com sua participação e também com a finalização das obras no Instituto Gabriel Medina, em Maresias (SP). Nesta entrevista exclusiva, ele fala sobre suas chances de bicampeonato, sobre sua relação com John John e da alegria em ver o sonho de seu projeto social ser realizado.
Você diminuiu a vantagem para John John Florence na liderança. Ainda acredita no bicampeonato mundial?
Eu consegui diminuir a diferença no ranking e isso é uma motivação a mais. Fiquei animado porque as minhas chances de chegar ao bicampeonato continuam. Ainda acredito sim no título e vou surfar em Portugal pensando nisso. Enquanto tiver chance, vou acreditar. Ainda temos duas etapas.
Como você imagina que será a disputa entre os dois até o final do Circuito Mundial?
Vai ser acirrada. O John John é um grande competidor e eu quero muito este título. Então, acho que vai ser uma briga boa. E ainda tem o Wilko (Matt Wilkinson, australiano que está na terceira posição).
Vocês são atletas da mesma geração e devem ter disputas acirradas nas próximas temporadas também. Como é sua relação com o John John?
Somos amigos. É uma relação boa, saudável, nós conversamos, mas não é tão estreita por morarmos em lugares diferente. Mas nos damos bem e não tem rivalidade. Existe admiração. O John John é um grande atleta, já mostrou isso várias vezes, inclusive, com o título no Eddie Aikau. Ele surfa bem todos os tipos de onda.
Você sempre diz que adora competir em Portugal. Desta vez a etapa terá cinco palanques diferentes. Isso muda alguma coisa para você?
Vai ser diferente, mas o negócio é pensar em competir na condição que o mar oferecer. Quem quer ser campeão, tem de estar preparado.
Qual sua meta para a etapa de Peniche?
A meta é sempre a mesma, entro para vencer. Será muito bom se conseguir essa vitória. Gostaria de ter vencido na França, claro mas foi um ótimo resultado e enquanto tiver chance, estarei motivado.
Sua família estará junto com você em Portugal?
Minha família não veio dessa vez. Só mesmo o meu pai, que sempre me acompanha.
Como será sua programação até o final da temporada? Pretende disputar etapas do QS e defender o título da Tríplice Coroa?
Esse ano não vou disputar a Tríplice Coroa. Vou só para Sunset e depois Pipeline. Antes, fico no Brasil e terei o lançamento do meu instituto, em Maresias, junto com a última etapa do Circuito Medina/ASM, nos dias 19 e 20, lá na minha cidade. Quero ver a molecada vibrando com a sede. Espero que dê tudo certo em Portugal e daí vou me concentrar para a final em Pipe.
Paralelamente, você está perto de inaugurar seu instituto em Maresias, perto de sua casa. Qual a expectativa para isso?
Vai ser um projeto bem legal, que esperamos ajudar muita gente, ajudar o surfe, ajudar a minha cidade. Estou ansioso e feliz, querendo ver tudo pronto o quanto antes. Quero ver a molecada treinando, aprendendo. Espero estar próximo muitas vezes. Inicialmente, vamos começar com 60 atletas e quero retribuir um pouco do que o surfe me deu. No começo eu não tive uma ajuda assim e acho que seria muito bom se tivesse tido.
Será que vão surgir novos campeões mundiais?
Já estamos construindo a sede do instituto em Maresias, com recursos próprios. Fica bem em frente ao pico onde eu aprendi a surfar. E não é por acaso. Na parte estrutural, os atletas terão tudo, que precisam: espaço para musculação, para funcional, sala de aula, refeitório, auditório para palestras, piscina. E claro, teremos muito surfe, com instrutores que entendem do assunto. Eu mesmo e meu pai vamos tentar sempre estar próximos para colaborar. Eles terão rotina que eu tive como atleta. Vamos criar novos talentos, novos heróis. E espero chegar lá no futuro e me sentir orgulhoso do que construí.
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