Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 26 de outubro de 2016. Atualizado às 23h28.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Agronegócios

Notícia da edição impressa de 27/10/2016. Alterada em 26/10 às 20h34min

Turra defende estímulo ao plantio de milho no Rio Grande do Sul

Dirigente ressaltou papel estratégico do cereal na cadeia de aves e suínos

Dirigente ressaltou papel estratégico do cereal na cadeia de aves e suínos


Fredy Vieira/JC
Guilherme Daroit
Em 2005, o Rio Grande do Sul era responsável por 18,6% dos abates de frangos e 22,9% dos de suínos no Brasil. Dez anos depois, esses percentuais baixaram para 14% e 20,9%, respectivamente. Ao mesmo tempo, no Paraná, as parcelas subiram de 21% para 32%, e de 15% para 21%.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, tem um palpite sobre a causa. "O frango vai atrás do milho", afirma, ressaltando o papel estratégico do grão. O dirigente defende que o Estado deve estimular a produção.
"Tem que haver uma aproximação entre indústria e produtores de milho", argumenta Turra, que representa as indústrias abatedoras de suínos e aves do Brasil. O presidente sugere ações como as que já acontecem em Santa Catarina, onde a indústria garante a compra do grão por um preço pré-estabelecido aos produtores, ao mesmo tempo em que o governo estadual oferece incentivos com desconto no ICMS. "Precisamos, e já conversamos sobre isso com os órgãos competentes, de um programa assim aqui no Rio Grande do Sul", conta Turra, que foi o convidado de ontem no Tá na Mesa, da Federasul.
A escassez do milho no País durante 2016 também foi ressaltada por Turra como justificativa para uma redução na produção e dificuldades das empresas frigoríficas. "Temos três ou quatro empresas em processo de recuperação judicial, outras cortaram turnos, mas mantivemos o nível de emprego", defendeu. O consumo interno, ainda segundo o presidente, deverá fechar o ano estável ou com redução, embora não tenha fornecido dados. Além da menor oferta, a recessão econômica também influenciou o consumo dos brasileiros.
Já nas exportações, o cenário é o oposto. A projeção inicial de crescimento de 7% no volume de frangos vendidos ao exterior deverá ser cumprida. Até aqui, o crescimento está em 6,1% em peso, porém com uma queda na receita de 3,6%. Nos suínos, a ampliação é ainda maior: 40% no volume e 11,9% na receita. Ambas as carnes se valem, principalmente, do maior apetite chinês pela produção brasileira.
"Nossa participação no mundo se deve a respeitabilidade que o Brasil adquiriu, e à nossa sanidade animal. A maior parte dos países tem problemas nessa área", argumenta Turra, citando como exemplo a própria China, que por problemas sanitários e escassez de água começa a importar maiores quantidades de carne suína. Com isso, a tradicional dependência brasileira da Rússia também perdeu força. A parcela das exportações de suínos para o país baixou de 48% para 35%.
Para 2017, Turra prevê resultados animadores principalmente, mais uma vez, para a exportação. "Para os suínos, deverá ser melhor ainda, pois vem vindo aí um grande mercado que é a Coreia do Sul", argumenta o presidente. As primeiras inspeções em plantas brasileiras devem acontecer já nas próximas semanas. Nas aves, pode haver alguma dificuldade por conta do mercado interno, que não dá sinais de grandes melhorias.
Assim que a situação legal estiver destravada, também deve chegar ao País o milho norte-americano que, segundo Turra, é o mais vantajoso financeiramente hoje. As notícias da solicitação de autorização para importação do grão teriam feito com que especuladores, que estocaram milho no País, agora tenham liberado os grãos no mercado nacional, abastecendo a demanda dos produtores de animais. Os acordos comerciais com os Estados Unidos, que liberaram o comércio de carnes entre os países, não deve alterar o panorama interno brasileiro. "Não há nenhum acordo em negociação e, sinceramente, nem interesse de trazer proteína de lá para cá", argumenta Turra.

Federasul entrega prêmio a destaques do agronegócio

Aproveitando a semana de celebração dos 89 anos da Federasul, que serão completados amanhã, a entidade entregou, durante o Tá na Mesa, os prêmios Vencedores do Agronegócio. Na quarta edição da premiação, foram agraciadas iniciativas em sete categorias e outras três distinções especiais ao presidente da ABPA, Francisco Turra, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Antônio Jorge Camardelli e ao Banco do Brasil.
Segundo a presidente da entidade, Simone Leite, a premiação tem por objetivo reconhecer as melhores práticas de empreendedorismo no agronegócio. "Um setor onde o desenvolvimento é essencial para que possa seguir em frente", afirmou Simone, durante o evento, ressaltando a vital importância do agronegócio na economia gaúcha. "Reconhecemos o mérito e o sucesso dos vencedores, que levam o Rio Grande do Sul a patamares de reconhecimento nacional e mundial", acrescentou o vice-presidente e coordenador do prêmio, José Américo da Silva.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia