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Porto Alegre, terça-feira, 25 de outubro de 2016. Atualizado às 16h28.

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Notícia da edição impressa de 24/10/2016. Alterada em 25/10 às 17h29min

Outubro Rosa durante todo o ano

Fernanda decidiu investir no projeto depois de aprender o procedimento para ajudar sua mãe

Fernanda decidiu investir no projeto depois de aprender o procedimento para ajudar sua mãe


Jonathan Heckler/JC
Maria Eugenia Bofill
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é que, neste ano, 58 mil mulheres serão diagnosticadas com o câncer. Em muitos casos, há a reconstrução da mama, porém, há a perda da característica mamária, em decorrência da retirada do mamilo. Com o intuito de que as mulheres recuperem esta identidade, surgiu o Mama Solidária.
O projeto busca obter, via crowdfunding (financiamento coletivo na internet), recursos para proporcionar a mulheres que tiveram o câncer de mama a realização da micropigmentação das aréolas mamárias. O objetivo é arrecadar R$ 5 mil e realizar o procedimento gratuitamente em 10 mulheres. A idealizadora do projeto, Fernanda Balbinotti, explica que a micropigmentação é uma reconstrução da célula mamária através de uma tatuagem 3D.
Lançado durante o Outubro Rosa, o Mama Solidária não tem uma data prevista para encerramento, ficará até um ano aberto para as doações. Mas a ideia de Fernanda é de, quando alcançar os R$ 5 mil, realizar os procedimentos e, então, já abrir outro, com uma meta mais alta, para proporcionar atendimento a mais mulheres. Tudo começou quando Fernanda, jornalista de profissão, decidiu se dedicar a outra paixão: a maquiagem. Com a especialização em design de sobrancelhas, descobriu o método da micropigmentação. 
Nesse período, Janira, mãe de Fernanda, foi diagnosticada com câncer nas duas mamas. Pesquisando formas de poder ajudar, descobriu então a micropigmentação paramédica e decidiu fazer o curso. "A reconstrução das aréolas é o último processo. Quando se chega nesta etapa, já se passou por toda fase mais difícil, que é a retirada do tumor, radioterapia e quimioterapia com todos os seus efeitos colaterais, como perda de cabelos e enjoos", diz. A experiência que passou dentro de casa fez com que aprendesse a lidar com as clientes levando em conta todo o desgaste de um longo período de recuperação. "O mais incrível desse procedimento é ver o ganho de qualidade de vida que as mulheres têm", comemora ela. 
Primeiro, é realizada uma sessão com duração de duas horas e, então, em 40 dias, é feita uma revisão. "É inegável que é um resgate da autoestima. Temos essa noção da autovalorização, pois as mulheres se expõem para o mundo de forma diferente, e o mundo responde de forma diferente, é uma corrente de amor", acredita Fernanda.
Marici Gomes, que realizou há pouco tempo o procedimento da micropigmentação, confirma que o procedimento foi fundamental em seu tratamento. "Quando a pessoa passa por essa situação, ela não se olha no espelho com os mesmos olhos", diz. 
O objetivo de Fernanda é realizar a micropigmentação em mulheres que realizaram os procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois a saúde pública não cobre esse tipo de processo, apenas a reconstrução da mama. A micropigmentação das aréolas mamárias custa, em média, R$ 800,00. "Na verdade, a saúde pública deveria cobrir a reconstrução mamária até o final, inclusive a micropigmentação", afirma Marici.
A empresária Alexandra Beylouni afirma que, além do resgate da autoestima, é um processo importante, uma vez que não é necessária a realização de outra cirurgia. "É muito desgastante a vida da mulher após descobrir o câncer. E a micropigmentação, além de não precisar passar por mais uma cirurgia, não é dolorosa e fica perfeita", destaca. O Mama Solidária conta com valores de apoio de R$ 10,00 a R$ 100,00. As doações devem ser feitas através do Catarse.

Vamos falar sobre isso?

» Na década de 1990, nasce o movimento conhecido como Outubro Rosa para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.
» O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) participa do movimento desde 2010, promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce da doença.
Campanha 2016
» Neste ano, a campanha do Inca no Outubro Rosa tem como tema "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". O objetivo é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama, além de desmistificar conceitos em relação à doença. A campanha:
  • enfatiza a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas;
  • informa que para mulheres de 50 a 69 anos é recomendada a realização de uma mamografia de rastreamento a cada dois anos;
  • mostra a diferença entre mamografia de rastreamento e diagnóstica;
  • esclarece os benefícios e malefícios da mamografia de rastreamento;
  • informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias.
SINAIS E SINTOMAS
É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
» Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
  • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos;
As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.
Fonte: INCA
O que é crowdfunding 
Imagine que você tem uma baita ideia para um projeto, mas não tem dinheiro suficiente para produzi-lo. Popularizado graças à internet, esse sistema de financiamento usa a web para conectar a pessoa que tem uma boa ideia com as pessoas interessadas em pagar para tirá-la do papel. E uma das formas de incentivar a colaboração é oferecer recompensas diferentes para cada valor investido.
Fonte: Catarse
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