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Porto Alegre, domingo, 18 de setembro de 2016. Atualizado às 20h53.

Jornal do Comércio

Política

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Protestos

18/09/2016 - 20h52min. Alterada em 18/09 às 20h54min

Novo ato contra governo Temer na Avenida Paulista registra menor adesão

Público estimado na Avenida Paulista foi de 20 mil pessoas

Público estimado na Avenida Paulista foi de 20 mil pessoas


Rovena Rosa/Agência Brasil/JC
Folhapress
No menor protesto das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo contra o presidente Michel Temer desde a conclusão do impeachment, 20 mil manifestantes foram neste domingo (18) à av. Paulista, em São Paulo, de acordo com as estimativas da organização do ato.
O ato, previsto para começar às 14h, começou a contar com a presença de mais pessoas só depois das 15h e chegou ao fim por volta das 18h20min, com início de chuva e já com poucos manifestantes.
A queda do número de pessoas em relação aos atos anteriores foi admitida pela organização, que optou por fazer protestos frequentes em vez de convocar grandes atos em datas espaçadas.
Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares e da Frente Brasil Popular, acredita que a estratégia inversa, adotada em atos anti-Dilma, levaria a protestos maiores.
"O importante é que estamos mantendo uma manifestação permanente", disse.
Bonfim também atribuiu a menor presença de manifestantes ao envolvimento dos grupos de esquerda com as eleições e com a paralisação marcada para o dia 22 e ao fato de que "felizmente, a violência da polícia diminuiu nos últimos atos", o que faz com que pessoas fiquem menos indignadas, segundo ele.
O ato do dia 11 tinha, segundo os organizadores, 50 mil pessoas. A PM não fez estimativa de público.
Já o ato do dia 4 tinha 100 mil manifestantes, de acordo com as frentes que convocaram a manifestação. A PM divulgou no dia seguinte estimativa de 30 mil pessoas.
O protesto deste domingo é o primeiro ato pós-impeachment organizando pelas frentes que não contou com a presença de políticos próximos à ex-presidente.
Segundo Bonfim, o ato anterior foi criticado por alguns militantes porque foi dado espaço para o prefeito Fernando Haddad (PT) e a deputada federal Luiza Erundina (PSOL), candidatos à Prefeitura de São Paulo, vincularem adversários ao governo Temer. "Algumas pessoas falaram que quase foi um comício", explicou.

Polícia volta a usar gás de pimenta durante manifestação em São Paulo

Agência Brasil
A Polícia Militar (PM) voltou a usar gás de pimenta no protesto contra o presidente Michel Temer. A confusão começou por volta das 17h, quando os policiais militares tentaram impedir que uma ambulante vendesse água e cerveja durante a manifestação. A vendedora resistiu à ação dos PMs que queriam tomar a caixa com os produtos.
Os manifestantes que viam à cena começaram a protestar contra os policiais, atirando objetos na direção deles. Uma garrafa acertou uma repórter da TV Brasil na cabeça. A polícia, então, usou gás de pimenta para dispersar os manifestantes. O ex-senador e atual candidato a vereador de São Paulo Eduardo Suplicy foi atingido pelo gás.
Segundo o comandante da Polícia Militar, Rogério Caramit, ninguém foi preso durante a confusão. Ele disse que a operação de fiscalização de vendedores ambulantes na Avenida Paulista foi suspensa para evitar novas confusões.
“A Polícia Militar, pelo que levantei previamente, foi fiscalizar um ambulante. Esse é um serviço pelo qual a prefeitura contrata a Polícia Militar. Não vi as imagens ainda. Mas pelo que soube, eles foram fazer uma apreensão dos equipamentos de uma senhora. Se houve agressão, será apurado. Mas já orientei para cessarem essas ações porque é um ambiente de manifestação é difícil”, disse ele à reportagem.
“A senhora estava vendendo água em uma caixinha de isopor. O policial foi falar que não poderia. O policial falou que não pode, que era ilegal e aí a senhora começou a segurar a caixa dela. Uns dois ou três policiais começaram a bater na senhora e o pessoal ficou revoltado, foi para cima, para defender ela. Eles [policiais] começaram a jogar gás de pimenta de forma indiscriminada. Ainda bem que não teve bomba”, disse Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central dos Movimentos Populares e integrante da Frente Brasil Popular.
Eduardo Suplicy disse que vai enviar uma carta ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin e ao secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, para indagar sobre a violência policial no protesto. “O PM jogou gás de pimenta em mim e em diversas pessoas. Acho isso um absurdo”.
O ex-senador explicou que foi interpelar o policial para saber motivo de impedir a vendedora de trabalhar e “porque quiseram agredir e bater e retirarem a caixa dela. Por que exatamente em uma mulher? Bateram no meu braço”, disse Suplicy. “Foi um comportamento injusto e injustificado. A manifestação é inteiramente pacífica”, completou.
Indagado sobre o fato da polícia do estado ter justificado que estava cumprindo uma tarefa dada pela prefeitura da cidade, de fiscalizar os ambulantes, Suplicy disse que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, "jamais permitiria tamanha violência. Os PMs estão descontrolados”, afirmou.
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