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Porto Alegre, sexta-feira, 02 de setembro de 2016. Atualizado às 01h03.

Jornal do Comércio

Política

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Protestos

01/09/2016 - 22h12min. Alterada em 02/09 às 01h06min

Porto Alegre tem novo protesto contra Michel Temer

Avenida João Pessoa é palco de maior tensão

Avenida João Pessoa é palco de maior tensão


Luiz Eduardo Kochhann/Especial/JC
Alberi Neto e Luiz Eduardo Kochhann
Porto Alegre voltou a registrar manifestações contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB) nesta quinta-feira (1). Jovens percorreram diversas vias, no Centro, região do Parque da Redenção, avenidas Osvaldo Aranha e Protasio Alves.
Desta vez, grupos foram até o bairro Moinhos de Vento, zona nobre da Capital e palco de protestos pró-impeachment de Dilma Rousseff, confirmado nessa quarta-feira (31), quando Temer foi confirmado no cargo.
Agências bancárias e uma loja de motos foram atingidas por materiais lançados pelos manifestantes, com destruição da fachada de vidro. Contêineres de lixo foram virados, recebendo algumas inscrições de protesto. Fogo foi colocado na rua e em tele-entulho na avenida João Pessoa. O Batalhão de Operações Especiais (BOE) tentou reprimir, e os grupos se dispersavam. Helicóptero da BM fez sobrevoos na região. A Brigada Militar não divulgou número de participantes. 
Os manifestantes se reuniram na Esquina Democrática, no Centro Histórico de Porto Alegre, no fim do dia. Com faixas de "Fora Temer", "Mídia Golpista" e "Golpe Misógino", o ato teve caminhada pelas ruas da Capital pouco depois das 19h30min. O grupo seguiu pela avenida Borges de Medeiros, passando pela Júlio de Castilhos e seguindo até o Túnel da Conceição.
Os militantes foram para a avenida Independência, e a passeata seguiu até acessar a rua Mostardeiro. No bairro Moinhos de Vento, manifestantes praticaram atos de vandalismo contra duas agências bancárias, pichando e quebrando portas de vidro.
A Brigada Militar lançou uma bomba de efeito moral para controlar a situação. A manifestação seguiu até o Parcão, onde o grupo fez uma parada, para depois seguir em caminhada pela avenida Goethe.
Na encontro das avenidas Protasio Alves e Osvaldo Aranha, o BOE fez um bloqueio para que o grupo seguisse em direção à rua Ramiro Barcelos. Os manifestantes entraram em confronto com a Brigada Militar, que usou bombas de gás e efeito moral para dispersar a multidão.
Na esquina da Ramiro Barcelos com Jerônimo de Ornelas, os manifestantes começaram a trancar o caminho da BM, usando contêineres de lixo para obstruir a rua, depois partiram para a avenida João Pessoa. Já passava das 22h. 
Os grupos foram sendo 'empurrados' até a João Pessoa, já que a BM lançava bombas de gás e balas de borracha. Nas duas vias, contêineres de lixo foram incendiados. Além do helicóptero, policiais em motos e a cavalo acompanhavam o batalhão de choque da BM. A ação foi desferida contra uma multidão de jovens, que corriam pelas ruas.
Os manifestantes partiram para o bairro Cidade Baixa pela avenida Venâncio Aires. Pichações foram feitas no trajeto com citações de Fora Temer, Rebeldia e Não nos calarão (feita no asfalto). Dos prédios e na rua, pessoas se manifestaram em apio à BM e também de crítica, chamando de "Polícia fascista".
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