Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 27 de setembro de 2016. Atualizado às 00h58.

Jornal do Comércio

Cenáculo/Reflexão

COMENTAR | CORRIGIR

Editorial

Notícia da edição impressa de 27/09/2016. Alterada em 26/09 às 21h28min

País apoia o combate sem tréguas à corrupção

Há uma vontade nacional de que se não é possível acabar com a corrupção, que ela seja combatida até as raias da máxima legalidade e por todos os meios possíveis.
Basta de licitações arranjadas e obras com valores acima do mercado em um esquema de fraudes para beneficiar empreiteiras. O que aconteceu, lamentavelmente, não é novidade nem será a última ocorrência do gênero. Neste caso, dá para se citar o grande Ruy Barbosa, quando afirmou, há quase 100 anos, que: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".
Mesmo correndo o risco de ser apontado como "de direita" ou "reacionário capitalista", para o cidadão fica provado que, como estão, os serviços públicos, nos três níveis, no Brasil, precisam de uma depuração. E já. É conveniente, dada a extensão dos descalabros na Petrobras - que reduziu investimento e se desfará de ativos, de subsidiárias fora da sua atividade principal -, que, para melhorarmos ou não piorarmos a situação, tenhamos sempre uma oposição, mesmo com exageros verbais, que observe e aponte erros. Isso tornará os governantes e algumas empresas bem mais cautelosos e circunspectos.
Quando se fala em inchaço da máquina pública, se tem em mira justamente esta superposição de órgãos, agências reguladoras, cargos em comissão, enfim, um excesso de pessoas com poder de mando e que tornam, praticamente, impossível uma fiscalização séria por quem de direito.
De outro lado, a divisão ideológica em que o Brasil foi embretado, dos pró e contra o atual governo, nos remete a um passado nada orgulhoso e à menção da frase que os políticos espanhóis usaram muito, nas décadas de 1930 e 1940: "Se há governo, sou contra". É um exagero que só paralisa um país e, tudo indica, ocorreu antes e volta a ocorrer nos últimos anos no Brasil, entre situação e oposição.
Quando se pede união em prol dos superiores interesses do Estado e do País, não se está propugnando pelo fim da vigilância dos atos na esfera federal, estadual ou municipal. O que se alerta é que uma oposição sistemática, sempre com um não pronto à menor iniciativa dos governantes nos levará, como está ocorrendo em alguns pontos, à paralisia administrativa, piorando a já crítica situação socioeconômica nacional.
Apurar todas as mazelas que estão correndo e punir - acabando com a sensação quase permanente de impunidade que paira sobre a Nação - é um imperativo legal e aspiração dos brasileiros.
Na semana em que o Brasil se prepara para votar para prefeito e vereador, algo muito importante, é tempo de se pensar no futuro com fé e esperança. Apenas maldizer e criticar os políticos com uma generalização perigosa não nos levará a nada, nem a encontrar a solução para os graves problemas que enfrentamos, em nível nacional, estadual e também municipal.
O momento exige reflexão, equilíbrio e apoio ao combate à corrupção que infectou certos nichos nacionais, levando à descrença para milhões de brasileiros. No entanto, que o Poder Judiciário cumpra o seu papel, condenando todos aqueles que transgrediram a lei. E não importa de que grei partidária ou governo sejam, recentes ou antigos. O que vale é a investigação, a prova, o devido processo legal e a sentença final dos culpados. É isso que o Brasil quer no combate à corrupção. Sem mais delongas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia