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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de setembro de 2016. Atualizado às 13h35.

Jornal do Comércio

Opinião

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ARTIGO

Notícia da edição impressa de 15/09/2016. Alterada em 15/09 às 14h27min

Sobre o Dia da Democracia

Kassiano Fraga
Desde 2008, o dia 15 de setembro é celebrado pela ONU como o Dia Internacional da Democracia. Devemos aproveitar essa data para refletirmos sobre a importância deste valor universal pelo qual tanto lutamos e analisarmos como tem sido a caminhada de nossa jovem democracia até aqui. Atualmente, o Brasil ocupa o 51º lugar no ranking publicado pela Economist Intelligence Unit (EIU) sobre a "qualidade democrática" de 167 países, estamos enquadrados na categoria de "democracia falha", visto que, segundo os organizadores do estudo, apesar de possuirmos eleições livres e com credibilidade, a descrença da população na força de seu voto para efetuar mudanças tem impossibilitado avanços em nossa cultura política.
Uma pesquisa do Ibope constatou que 83% dos brasileiros estão pouco ou nada satisfeitos com o funcionamento do sistema político no Brasil, evidente que as revelações da Lava Jato e o aprofundamento da crise econômica tendem a gerar insatisfação na população, entretanto não é possível se iludir com eventuais ideias autoritárias, pois, ainda que a democracia possua suas falhas, continua sendo o melhor sistema disponível.
A democracia necessita de instituições sólidas, de modo que os líderes precisem se adaptar a elas, e não o contrário, sua ausência, combinada com recessão e desemprego, gera um terreno fértil ao surgimento de lideranças populistas. Atualmente, podemos constatar que as instituições de controle estão funcionando ativamente. Entretanto, o grande centro de nossa crise está nas instituições propositivas, justamente as que são formadas pelos representantes do povo.
É fundamental entender, que a resposta para os problemas brasileiros não irá surgir de fora do ambiente democrático. A única solução está no engajamento político do cidadão, que deve entender que a democracia é muito mais do que comparecer às urnas, trata-se de um modo de vida, um pacto no qual aceitamos conviver com a divergência dentro das regras do jogo, pois é da diversidade de opiniões que iremos construir consensos.
Acadêmico de Direito da Unisinos
 
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