Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 20 de setembro de 2016. Atualizado às 22h53.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Segurança

Notícia da edição impressa de 21/09/2016. Alterada em 20/09 às 21h36min

Culpar a Brigada por execução em aeroporto é 'leviano', diz comandante

Responsabilidade sobre segurança no local virou jogo de 'empurra'

Responsabilidade sobre segurança no local virou jogo de 'empurra'


MARCELO G. RIBEIRO/JC
O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Alfeu Freitas, declarou ontem, durante os desfiles de 20 de Setembro em Porto Alegre, que não cabe à corporação o policiamento na área interna do Aeroporto Internacional Salgado Filho. No local, o jovem Marlon Roldão foi executado a tiros na segunda-feira, enquanto acompanhava o embarque de um amigo. Segundo o comandante, é "leviano" atribuir à Brigada Militar responsabilidade pelo crime.
"A BM nunca se omitiu em qualquer ação. Não é da nossa competência estar na área interna do aeroporto, assim como não seria na área interna de um shopping", alegou Freitas. Ele garantiu que a corporação seguirá atuando em todos os locais sempre que chamada, mas frisou que a segurança pública é uma "responsabilidade de todos nós, e não só da BM".
A responsabilidade pela segurança dentro do Salgado Filho vem sendo alvo de desencontros desde que ocorreu o crime. Em nota, a Infraero disse, na segunda-feira, que "o assassinato ocorreu em área pública do aeroporto, onde a responsabilidade pela segurança é da Polícia Militar". Em paralelo, a Polícia Federal garantiu que "não há atribuição legal para que atue em crimes comuns cometidos no perímetro do aeroporto, a não ser que haja prejuízo à União".
Roldão, que completava 18 anos na segunda-feira, estava acompanhado de familiares quando foi executado por duas pessoas, que efetuaram mais de 20 disparos no setor de desembarque do terminal 2 do aeroporto. No momento dos tiros, torcedores do Grêmio aguardavam o desembarque do novo treinador do time, Renato Portaluppi, o que causava ainda mais movimentação do que o usual. Após o crime, a dupla fugiu em um Chevrolet Cobalt cinza, que foi abandonado logo em seguida. Até o fechamento da edição, os autores do crime não tinham sido presos.
 

Força Nacional atuará em áreas mais violentas

Durante o Desfile Farroupilha, o coronel Freitas afirmou não dispor de informações sobre um eventual reforço da Força Nacional, como forma de ampliar o combate à violência em Porto Alegre. Porém, garantiu que agora os soldados enviados pela União estão "mais familiarizados" e passarão a ser deslocados para locais onde a criminalidade esteja mais acentuada, sem prejuízo do policiamento nas principais vias. "A pior coisa para um policial é estar empenhado com algum problema, um tiroteio ou outra situação, e não saber dizer onde está. Por isso tivemos esse cuidado", afirmou.
Diferentemente do que acontece de praxe, o comandante-geral da Brigada desfilou à frente de sua tropa nos festejos farroupilhas. Foram 600 policiais militares a participarem, entre integrantes do Batalhão de Operações Especiais, soldados ainda em formação e crianças do projeto PM Mirim, de Santa Cruz do Sul.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia