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Porto Alegre, terça-feira, 27 de setembro de 2016. Atualizado às 09h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Cobre opera em baixa em reação à alta nos estoques em Londres

Os contratos futuros de cobre operam em baixa nesta terça-feira (27), após dados mostrarem o aumento nos estoques em Londres do metal usado na indústria. O recuo do petróleo também pressiona esse mercado.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 0,6%, a US$ 4.817 a tonelada, às 8h (de Brasília). Outros metais básicos subiam em Londres e o níquel caminhava para seu fechamento mais forte desde 11 de agosto, após o governo das Filipinas anunciar o fechamento de algumas minas. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para dezembro tinha baixa de 1,07%, a US$ 2,1750, às 8h11min.

"O mercado tem se preocupado com o influxo do metal ao longo do último mês ou mais e esse fato hoje continuava a pressionar o cobre", disse William Adams, diretor de pesquisa da FastMarkets. "O mercado vê isso como um superávit de metal que sai da China, com demanda menor", acrescentou.

Dados de segunda-feira da LME mostraram uma entrada líquida de 5.575 toneladas de cobre nos estoques do local, que agora abrigam 371.475 toneladas de cobre.

Ainda assim, Adams notou que aumentos recentes nos estoques de Londres geralmente têm sido acompanhados por redução nos estoques em Xangai. Isso pode mostrar uma mudança de posicionamento no setor, não necessariamente uma fraqueza na demanda da China, aponta o analista.

O próximo fator importante para o mercado de cobre deve ser a divulgação de um indicador da indústria da China em 30 de setembro, que deve lançar certa luz sobre a força da demanda do mais importante consumidor de metais industriais, disse Adams.

Nesta manhã, influencia também a fraqueza do petróleo. Como este é negociado muitas vezes junto com o cobre, em contratos onde o petróleo tem mais peso, movimentações mais acentuadas do petróleo influem na cotação do metal.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,5%, a US$ 1.669 a tonelada, o chumbo avançava 0,7%, a US$ 1.959 atonelada, o estanho tinha alta de 0,6%, a US$ 19.850 a tonelada, e o zinco subia 1,8%, a US$ 2.326 a tonelada.

O níquel avançava 2,3%, a US$ 10.700 a tonelada, após uma auditoria ambiental de minas nas Filipinas, maior fornecedor do níquel da China, concluir que 20 minas devem ser fechadas por problemas ambientais, além de outras dez que já haviam tido as operações paralisadas. Analistas do Commerzbank apontam que isso deve deixar o mercado de níquel mais contido, em um cenário que já é de déficit na oferta em relação à demanda. "Em nossa visão isso justifica os preços mais altos do níquel", afirmaram eles.
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