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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de setembro de 2016. Atualizado às 08h28.

Jornal do Comércio

Economia

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Petróleo

26/09/2016 - 18h39min. Alterada em 26/09 às 20h49min

Venda de fatia da Petrobras na Braskem exige acordo de acionistas, diz Pedro Parente

A saída da Petrobras de investimentos no setor petroquímico, caso da Braskem, está dentro de seu planejamento estratégico, mas o encaminhamento desse assunto precisará passar ainda por uma discussão sobre o acordo de acionistas da Braskem, disse nesta segunda-feira (26), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em coletiva de imprensa após apresentação do plano de negócios realizada na tarde de hoje na Fiesp.
"Essa discussão precede a venda. Temos que preservar o interesse da Petrobras", disse Parente. Segundo ele, como não é possível saber quando essa discussão será concluída, não é possível dar um prazo para a venda da Braskem.
O plano de negócios da Petrobras prevê arrecadar US$ 19,5 bilhões com a venda de ativos e parcerias entre 2017 e 2018.
A companhia é um dos melhores ativos dentro do programa de desinvestimento da Petrobras, que divide o controle da empresa ao lado da Odebrecht. A Petrobras possui 47% do capital votante da Braskem, ao passo que a Odebrecht possui 50,1% das ações com direito a voto. Até o momento, a Odebrech não teria interesse em se desfazer desse ativo e, conforme fontes, esse tem sido um empecilho para a Petrobras efetuar esse desinvestimento.

Petrobras que retomar Investment grade

Parente disse que a meta da companhia é ter o investment grade o mais rápido possível. De acordo com ele, uma alavancagem de até 2,5x, como é a meta da estatal para 2018, permitiria que a companhia recuperasse a nota. "Mas essa não é uma decisão nossa", disse.
Mais cedo, Parente havia comentado que a meta de alavancagem foi antecipada em dois anos. De acordo com ele, a Petrobras não pode mais continuar com o pagamento de juros diante de uma alavancagem fora do considerado saudável.
"A alavancagem supera hoje as 5 vezes por ações que não trazem resultados para a empresa e investimentos que se mostram com custo acima dos projetos, incluindo a não geração de receitas", acrescentou.
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Comentários
zilton 27/09/2016 19h37min
A Petrobras não pode se desfazer do braço petroquímico, da distribuição de combustíveis e engarrafamento de GLP, que são áreas muito lucrativas e ficar com a produção e refino, que são ramos que exigem mais investimento e produzem menores riscos. É como vender o filé e ficar com a carne de pescoço.nabraços.