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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de setembro de 2016. Atualizado às 09h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Bolsas europeias têm aversão ao risco em meio a preocupações com juros nos EUA

As bolsas europeias operam em queda nesta segunda-feira (12), com o sentimento dos investidores abalado por preocupações de que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) pode elevar os juros no país já na reunião de setembro, em um momento em que os demais bancos centrais não dão sinais de que algum estímulo econômico está perto de ser anunciado.

Às 8h30min (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 1,62%, Paris perdia 2,00% e Frankfurt tinha queda de 2,05%. Já a Bolsa de Milão caía 2,73%, Madri tinha decréscimo de 2,49% e Lisboa recuava 2,14%.

A percepção de que o Fed está cada vez mais perto de elevar os juros ficou mais forte na sexta-feira, depois que o presidente da distrital do Fed em Boston, Eric Rosengren, afirmou que há uma "justificativa razoável" para voltar a elevar juros "de forma a evitar o superaquecimento da economia".
O Fed irá revisar os juros nos próximos dias 20 e 21. Rosengren, que já foi defensor de juros baixos no passado, vota nas reuniões de política monetária do BC norte-americano neste ano. A diretora do Fed Lael Brainard, que também vota em 2016, tem discurso previsto para a tarde de hoje, a partir das 14h.

Para Rosengren, é melhor elevar os juros antes do que tarde. Sua fala foi suficiente para provocar um mau humor nas bolsas de Nova Iorque que levaram os índices a encerrarem com perda superior a 2% na sexta-feira. Como as bolsas europeias estavam fechadas, os investidores reagem ao discurso do dirigente nesta manhã.

Em dia de agenda esvaziada de indicadores, a aversão ao risco é acompanhada ainda pelo ceticismo de que os demais bancos centrais possam anunciar alguma medida de estímulo. Na semana passada, o Banco Central Europeu (BCE) frustrou as expectativas do mercado ao dizer que não foi discutida na reunião de política monetária a possibilidade de estender o prazo do programa de compra de ativos, conhecido como QE, que termina em março de 2017. Alguma sinalização deste tipo era aguardada pela maioria dos investidores.

Além da reunião do Fed, o foco também caminha para a reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ), que também acontece nos dias 20 e 21 de setembro, o que adiciona mais preocupação nos mercados.

Entre as ações, o setor de commodities é o mais penalizado por causa da queda dos preços do petróleo e do cobre, em meio a perspectiva de aumento de juros nos EUA, o que torna o dólar mais caro. Em Londres, os papéis da mineradora Rio Tinto caíam 3,49%, enquanto os da BP cediam 1,37%.

Em Milão, as ações dos bancos arrastam o mercado acionário para um dos piores desempenhos da região. De acordo com analistas, um aumento de juros nos EUA levaria a uma mudança de investimentos de capital em renda fixa. Entre os destaques de queda, os papéis do UniCredit caíam 4,6%.

Em Frankfurt, a empresa de distribuição de gás natural e de energia E.ON recua mais de 6% uma vez que a Unipar, seu negócio de geração e comercialização de energia, foi desmembrada e iniciou sua negociação em Frankfurt.
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