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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de setembro de 2016. Atualizado às 08h54.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Cobre recua, influenciado por especulação sobre Fed e petróleo fraco

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em baixa nesta manhã (12), em meio a uma onda de especulação sobre a perspectiva dos juros nos EUA que está causando fortes perdas nos mercados acionários globais.

Por volta das 6h20min (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,7%, a US$ 4.600,60 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova Iorque (Nymex), o cobre para dezembro tinha baixa de 0,79%, a US$ 2,0760 por libra-peso às 7h12min (de Brasília).

As bolsas asiáticas e europeias começaram a semana com fortes perdas, após as ações em Nova Iorque sofrerem um tombo de mais de 2% na sexta-feira, diante de preocupações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa estar se preparando para voltar a elevar juros, talvez já na reunião de política monetária dos próximos dias 20 e 21.

A liquidação em Nova Iorque veio após o presidente da distrital do Fed em Boston, Eric Rosengren, discutir na sexta os riscos de se esperar muito mais tempo para elevar juros. Na tarde desta segunda-feira, está previsto um discurso da diretora do Fed Lael Brainard.

Segundo o Barclays, aumentos de juros pelo Fed são um "grande risco" para o mercado de cobre, já que tendem a impulsionar o dólar, o que prejudicaria a demanda pelo metal. "Nas semanas que se seguiram à elevação de juros pelo Fed em dezembro de 2015, o cobre atingiu os menores níveis desde a grande recessão de 2009", disseram em nota analistas do banco britânico.

O cobre também é pressionado pelo petróleo, que cai quase 2% nos negócios da manhã. O metal frequentemente acompanha as oscilações do petróleo, uma vez que muitos investidores compram e vendem amplas cestas ou índices de commodities. De modo geral, o petróleo responde por boa parte dessas cestas.

Entre outros metais básicos na LME, o alumínio caía 0,6%, a US$ 1.565,50 por tonelada, o zinco diminuía 1,2%, a US$ 2.265,00 por tonelada, o chumbo recuava 1,4%, a US$ 1.871,00 por tonelada, o níquel tinha expressiva queda de 3,2%, a US$ 10.025,00 por tonelada, e o pouco negociado estanho registrava baixa de 0,8%, a US$ 19.085,00 por tonelada.
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