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Porto Alegre, terça-feira, 06 de setembro de 2016. Atualizado às 15h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

06/09/2016 - 14h48min. Alterada em 06/09 às 15h12min

Taurus divulga fato relevante sobre venda a traficante internacional de armas

A empresa confirmou que dois ex-funcionários e um cidadão iemenita são alvos da ação

A empresa confirmou que dois ex-funcionários e um cidadão iemenita são alvos da ação


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A Forjas Taurus divulgou um fato relevante nesta terça-feira (6) com a posição sobre a notícia veiculada pela agência Reuters de que a companhia teria vendido armas a um dos maiores traficantes no mundo. O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Sul fez denúncia, e tramita ação penal que tramita sob segredo de justiça na 11ª Vara Federal de Porto Alegre.
Dois ex-funcionários da companhia e um cidadão iemenita são alvos da ação, segundo a própria companhia. A venda teria ocorrido em 2013 para o governo do Djibouti, cujo destino final seria o Iêmen. A intermediação foi feita pelo iemenita Fares Mohammed Mana'a, listado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos maiores traficantes internacionais de armas. 
"Embora a companhia e seus administradores não sejam partes no processo, tão logo a companhia tomou conhecimento da ação penal, potencialmente lesiva à sua reputação, requereu e teve deferida sua habilitação no processo, na condição de interessada, com o objetivo de bem esclarecer ao juízo sobre os fatos de seu conhecimento e prestar o apoio necessário nas investigações", informa a empresa no fato relevante.
Segundo a companhia, a exportação de armas leves e de uso civil observou todos os procedimentos legais aplicáveis e obtidas todas as autorizações e licenças necessárias à época para a efetivação da operação. "Não havia e não existe hoje qualquer tipo de restrição ao comércio com o Djibouti."
A nota oficial destaca que a fabricante cancelou as negociações com o governo do país logo que soube das suspeitas sobre o iemenita. A Taurus diz que reteve as armas e colocou o valor recebido à disposição do Djibouti. A companhia informa ainda que está prestando todas as informações à Justiça.
A empresa sustenta também que a divulgação do caso, com dados que estão na ação, "implica em violação de sigilo, devendo ser apurada em procedimento próprio, pois os fatos tais como apresentados ainda dependem de apuração e comprovação". Na conclusão do fato relevante, a companhia "repudia veementemente a alegação de que estaria envolvida em qualquer operação irregular na comercialização de seus produtos".
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