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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de setembro de 2016. Atualizado às 18h45.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 01/09 às 18h48min

Petróleo fecha em queda com recuo das expectativas por congelamento da produção

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda de mais de 3% nesta quinta-feira, dia 1º, com o aumento das incertezas sobre um congelamento da produção por parte de grandes produtores, além de dados divulgados nos Estados Unidos que apontaram para um recuo das atividades fabris - o que aumenta as expectativas de diminuição da demanda por energia.
O petróleo WTI para outubro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de US$ 1,54 (-3,44%), a US$ 43,16 por barril. O Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange, em Londres, encerrou em queda de US$ 1,44 (3,07%), a US$ 45,45 o barril. Foi o menor patamar para ambos os contratos da commodity desde 10 de agosto, de acordo com dados da FacSet.
O ministro de Energia da Rússia disse que não há necessidade de negociar um congelamento da produção de petróleo com outros grandes produtores.
"Boa parte do pessimismo pode ser associada aos comentários recentes da Rússia, indicando que eles têm pouco interesse em negociar com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no momento", disse Robbie Fraser, analista da Schneider Electric.
O ministro russo, Alexander Novak, afirmou que, com os preços por volta dos US$ 50 por barril, não seria necessário discutir um congelamento dos preços de petróleo. A Opep planeja um encontro informal durante um fórum de energia na Argélia para debater formas de estabilizar os preço.
"Além das implicações diretas, os comentários pesaram nos preços com a indicação da Rússia de que US$ 50 por barril era um preço aceitável", disse Fraser.
Além disso, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA informou que os estoques de petróleo do país cresceram em 2,3 milhões de barris na semana encerrada em 26 de agosto. Os números aumentam a preocupação dos investidores sobre os excedentes globais da commodity, que vêm pressionando os preços nos últimos anos.
Ainda nesta quinta-feira, o Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) mostrou que o índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial dos Estados Unidos caiu a 49,4 em agosto, de 52,6 em julho, interrompendo uma sequência de cinco meses de avanço e ficando abaixo da marca 50 - que separa a expansão da contração da atividade. O recuo foi maior que o esperado pelos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam desaceleração a 52,0.
A ideia de que as atividades manufatureiras estão recuando pode pressionar a demanda por petróleo.
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