Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 01 de setembro de 2016. Atualizado às 15h48.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

trabalho

01/09/2016 - 15h31min. Alterada em 01/09 às 15h53min

Menos de um terço das negociações trabalhistas teve aumento real nos salários no RS

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou nesta quinta-feira (1º) o balanço das negociações trabalhistas do 1° semestre de 2016. De acordo com os dados, no Rio Grande do Sul, pouco menos de um terço das negociações (29,2%) resultaram em aumentos reais aos salários, 62,5% tiveram reajustes em valor igual à inflação e 8,3%, reajustes abaixo, tomando por referência a variação do INPC-IBGE em cada data-base. Conforme relatório do Dieese, os números refletem o momento adverso que passam as negociações salariais.
Em função deste quadro, a variação real média dos reajustes no primeiro semestre foi de 0,4% acima da inflação. Conforme o Dieese, a maior dificuldade para manter ou ampliar o poder aquisitivo dos salários pode ser explicada, em grande medida, pela elevação dos índices de inflação desde meados de 2015 e pela desaceleração do nível de atividade econômica.
A inflação média acumulada em 12 meses no primeiro semestre de 2016 ficou em 10,5%, patamar muito próximo a média registrada no segundo semestre de 2015 (10,0%) e acima do primeiro semestre de 2015 (7,8%). No primeiro semestre de 2016, 79,2% dos reajustes salariais analisados foram pagos de forma integral; e 20,8%, pagos em duas ou mais parcelas.
No quadro nacional, as negociações salariais tiveram neste ano o pior resultado para um primeiro semestre desde 2003. Pouco menos de um quarto dos reajustes - 24% - resultaram em aumentos reais aos salários, 37% tiveram reajustes em valor igual à inflação e 39% reajustes abaixo, tomando por referência a variação do INPC em cada data-base. Em função deste quadro, a variação real média dos reajustes no primeiro semestre foi negativa: 0,5 ponto percentual abaixo da inflação.

Dentre as categorias que tiveram aumento real, os ganhos foram, em sua maioria, de até 0,5%. Já as que registraram reajuste abaixo da inflação tiveram perdas de até até 2%. Em todo o primeiro semestre, o mês de janeiro é o que apresentou o maior percentual de negociações com reajustes abaixo do INPC-IBGE: 48%. Nos dois meses seguintes, segundo o Dieese, houve recuo na proporção de reajustes inferiores à inflação e um "aumento significativo na proporção dos reajustes em valor igual".

Quanto aos aumentos reais, constatados em apenas 22% das negociações de janeiro, tiveram a ocorrência reduzida para 20% em fevereiro e depois para 16% em março. No entanto, a partir de abril, aumenta a proporção de reajustes com ganhos reais, atingindo o percentual de 39% em junho, em que pese o pequeno número de negociações computadas nessa data- base. Com informações da Agência O Globo.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia