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Porto Alegre, domingo, 28 de agosto de 2016. Atualizado às 22h26.

Jornal do Comércio

Política

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Impeachment

Notícia da edição impressa de 29/08/2016. Alterada em 28/08 às 22h27min

Depoimento de Dilma como ré acontece hoje

Petista pedalou nos arredores do Alvorada na manhã de domingo

Petista pedalou nos arredores do Alvorada na manhã de domingo


EVARISTO SA/AFP/JC
A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai pregar um amplo pacto nacional e a antecipação das eleições de 2018 ao fazer hoje sua defesa no processo de impeachment no Senado. Embora a proposta de um plebiscito sobre o tema tenha sido rechaçada pelo PT, Dilma avalia que, com o agravamento da crise política, a medida é o único instrumento para impedir a ruptura democrática.
Seu depoimento terá início a partir das 9h, e ela terá 30 minutos para fazer uma exposição inicial, tempo que pode ser prorrogado. Em seguida, os senadores terão cinco minutos para fazer suas perguntas. A presidente não tem um tempo delimitado para as respostas.
A ideia é que a presidente afastada aproveite o pronunciamento para a disputa da narrativa histórica. De um lado estarão ela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores dizendo que o impeachment é um golpe. De outro, a oposição, que baterá com força na tecla do crime de responsabilidade.
Dilma repassou as linhas gerais de sua fala em reunião, na noite de ontem, com Lula, o advogado José Eduardo Cardozo, ex-ministros e senadores aliados. Estes consideram a deposição da petista irreversível, mas querem passar a mensagem de que um "golpe" deixa marcas profundas no País e tentam construir o discurso do "day after".
Acompanhada de Lula e de outros 32 convidados, Dilma quer passar a imagem de unidade. Ao falar para o plenário, Dilma invocará o testemunho de ex-ministros, que são senadores, para sustentar que não cometeu irregularidades. Dos 9 que se encaixam nesta categoria, porém, 6 votaram para transformá-la em ré.
Em tom emocional, Dilma também dirá que o processo contra ela foi aberto por uma "chantagem" do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado do cargo por denúncias de corrupção e prestes a perder o mandato. Dirá também que tudo se agravou porque não cedeu a pressões para barrar a Lava Jato e comparar os indicadores econômicos dos 13 anos do PT à frente do Palácio do Planalto com gestões anteriores.

Em reunião para discutir estratégias, senadores dizem que Dilma Rousseff é 'quem vai dar o tom'

Reunidos para tentar definir uma estratégia linear de atuação durante os questionamentos que farão à presidente afastada Dilma Rousseff (PT) na sessão de julgamento do impeachment de hoje, senadores de partidos como PSDB, DEM e PP dizem que pretendem priorizar o debate técnico e respeitoso, mas que, no final, é a petista quem definirá o teor do embate.
"Vamos fazer perguntas técnicas, mas quem vai dar o tom do interrogatório é a presidente afastada", afirmou Ronaldo Caiado (DEM-GO) antes do início do encontro.
A possibilidade de que a petista faça um pronunciamento mais político e menos técnico é visto pelos senadores que fazem oposição ao PT como um sinal de que ela buscará se "vitimizar". "Dilma vai jogar com emoção para tentar conquistar algum voto, mas esse jogo está jogado, e só resta a ela a vitimologia, argumentos não existem", afirmou Agripino Maia (DEM-RN). Os senadores também devem pressionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento do impeachment, a interferir para evitar que Dilma faça "um novo discurso a cada pergunta".
"Estamos preparados para o questionamento com absoluto respeito. Ela dará o tom. Esperamos que seja à altura do momento difícil por que passa o Brasil. Não é um momento de festa. É um processo que deixará traumas", disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Senador é internado e pode não votar em processo

Os senadores que apoiam o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT) podem ter uma baixa na contagem de votos a três dias da votação final. O senador Wellington Fagundes (PR-MT) está internado no Hospital de Brasília com diverticulite, inflamação na parede interna do intestino. Fagundes deu entrada no hospital após passar mal na noite de sábado, quando participava da sessão de depoimentos no processo de impeachment. Fagundes votou pelo afastamento de Dilma, assim como nas duas votações anteriores em que a petista se tornou ré. Não há previsão de alta.
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