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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de agosto de 2016. Atualizado às 23h55.

Jornal do Comércio

Política

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eleições 2016

Notícia da edição impressa de 25/08/2016. Alterada em 24/08 às 23h56min

Ato em memória de Getulio Vargas atrai candidatos em Porto Alegre

Ato de aniversário da morte de Getúlio Vargas, com presença de Ciro Gomes (PDT) e candidatos à prefeitura Sebastião Melo (PMDB) e Raul Pont (PT)

Ato de aniversário da morte de Getúlio Vargas, com presença de Ciro Gomes (PDT) e candidatos à prefeitura Sebastião Melo (PMDB) e Raul Pont (PT)


FREDY VIEIRA/JC
Bruna Suptitz
O cenário político nacional ditou o tom dos discursos no ato em memória ao ex-presidente Getulio Vargas, que cometeu suicídio em 1954. O evento, no aniversário da morte de Getulio, ocorreu junto ao monumento da Carta-Testamento, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Convocado pelo PDT, reuniu nomes como os candidatos à prefeitura Sebastião Melo (PMDB) e Raul Pont (PT), a candidata a vice Juliana Brizola (PDT), nomes que disputam uma vaga de vereador na Capital, o ex-governador Pedro Simon (PMDB) e os pedetistas Ciro Gomes, Carlos Lupi e José Fortunati, prefeito da Capital.
Ao lado do monumento, Ciro falou à imprensa e ao público, abordando especialmente sua defesa ao mandato da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), que, a partir de hoje, enfrenta o rito final do processo de impeachment. Crítico do presidente interino Michel Temer (PMDB), Ciro disse que "o mais longo período de história democrática que vivemos está se encerrando agora, aos meros 28 anos de idade, que mal completamos da Constituição de 1988".
Para o ex-governador cearense, que participou do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro da Integração Nacional, o processo de afastamento em curso remete à perseguição política contra Getulio Vargas na década de 1950. "Hoje, mais gravemente e modernamente do que nunca, o Brasil está repetindo parte grave da nossa história autoritária", comentou.
Ainda assim, Ciro foi comedido na avaliação da aliança do PDT com o PMDB, partido de Temer. "Nas eleições municipais, prevalecem os interesses locais", ponderou. "Compreendo, com muita naturalidade, que a sessão local tem a sua autonomia, que vem de um compromisso anterior, dado que ele (Melo) é vice do nosso prefeito (José) Fortunati", concluiu.
Entre a lembrança do legado de Getulio e a projeção das candidaturas municipais, os discursos contrários e favoráveis à saída de Dilma também ditaram o tom das falas no ato.
"Estamos vivendo o momento mais importante da história do Brasil, porque a justiça está sendo feita", disse Simon, em relação aos políticos e empresários que estão sendo julgados por corrupção no processo da Lava Jato. "Nessa hora de transição, todos devemos ter o exemplo de Getulio", completou.
Na contramão desse entendimento, Fortunati criticou que a justificativa para o combate à crise se dê com ameaças aos direitos dos trabalhadores, da Previdência e das conquistas sociais. "O País precisa de resistência para que as conquistas tão celebradas na época de Getulio Vargas sejam mantidas e voltadas para a maioria dos trabalhadores brasileiros", alertou.
Na mesma linha, Pont aproveitou o espaço para denunciar o que chama de "crime de lesa pátria" com a venda dos ativos da Petrobras. Referindo-se ao processo de Dilma como golpe, o ex-prefeito e candidato petista alerta que a denúncia "não se esgota num processo eleitoral".
O vice-prefeito Sebastião Melo aproveitou a solenidade para fazer imagens de campanha ao lado da vice Juliana Brizola. O momento final do ato havia sido reservado à sua fala, porém o candidato do PMDB optou por não se manifestar.
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