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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de agosto de 2016. Atualizado às 01h13.

Jornal do Comércio

Política

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Impeachment

Notícia da edição impressa de 18/08/2016. Alterada em 18/08 às 00h47min

Julgamento de Dilma pode terminar em 31 de agosto

Ricardo Lewandowski definiu o roteiro com líderes do Senado

Ricardo Lewandowski definiu o roteiro com líderes do Senado


CARLOS HUMBERTO/SCO/STF/JC
Os senadores começam a se preparar para enfrentar uma maratona de, pelo menos, sete dias para julgar definitivamente a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), em seu processo de impeachment. Ela será ouvida pelos parlamentares e responderá a questionamentos na segunda-feira, dia 29 de agosto.
A previsão dos senadores é de que a votação final aconteça apenas na quarta-feira seguinte, 31 de agosto. Os parlamentares também deverão trabalhar em parte do final de semana.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, esteve no Senado ontem para combinar com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os demais senadores o roteiro desta última etapa.
A principal preocupação do ministro era não realizar sessões durante o fim de semana sob o argumento de que, nem o STF e nem o Senado trabalham normalmente nestes dias. Lewandowski não queria que houvesse espaço para posteriores questionamentos da defesa e críticas de que o processo foi "atropelado".
O ministro, no entanto, acabou tendo que ceder já que existe a possibilidade de que a oitiva das testemunhas acabe apenas no sábado. O processo começará na próxima quinta-feira, 25 de agosto, às 9h, com a apresentação das chamadas "questões de ordem", que são pedidos feitos por senadores sobre o trâmite do processo. Em seguida, os senadores iniciarão a oitiva das duas testemunhas indicadas pela acusação.
Assim que acabar esta parte, os senadores iniciam a oitiva das testemunhas de defesa. De acordo com Lewandowski, ficou acordado entre os parlamentares que eles prosseguirão com a sessão durante o tempo necessário para que todos sejam ouvidos. Ou seja, é provável que esta fase acabe apenas no sábado já que a previsão é de que cada uma leve, em média, oito horas.
O Senado retomará a sessão na segunda-feira, às 9h, com a presença de Dilma, que irá pessoalmente se defender. Na terça, os parlamentares retomam a sessão com a etapa em que cada um pode discursar por até 10 minutos. Só então, começa a votação, que deve terminar na quarta-feira, 31 de agosto.
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Dilma Rousseff decide se defender no Senado e informa que responderá a todas as perguntas

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai ao plenário do Senado no dia 29 de agosto para se defender no julgamento final do processo de impeachment e disse que responderá a todas as perguntas dos senadores. A estratégia de defesa da petista é mostrar que ela está preparada para enfrentar até mesmo eventuais provocações da oposição. Dilma disse que a especulação em torno da sua ida ou não ao Senado para fazer a defesa foi o “último bullying” que sofreu.
“O ultimo bullying é que eu não iria ao Congresso falar diante dos senadores. Errado. Eu vou e falarei aos senhores senadores com o respeito que eles merecem”, disse durante encontro com movimentos de Mulheres no Palácio da Alvorada.
“E em relação à conduta dos senadores não tenho nenhum temor. Acredito que diante dos olhos do mundo será importante que o Senado honre sua tradição histórica.” Um vídeo da reunião foi postado numa conta de Dilma em rede social.
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