Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 10 de agosto de 2016. Atualizado às 02h40.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

Artigo

Notícia da edição impressa de 10/08/2016. Alterada em 09/08 às 20h07min

O que fazer com o dinheiro da rescisão?

Leonardo Bender Demari
Antes da crise dos últimos anos, um trabalhador brasileiro demorava, em média, nove meses para conseguir uma recolocação no mercado. Hoje, esse tempo pode chegar próximo de 12 a 15 meses, portanto, é essencial um planejamento financeiro.
Muitos trabalhadores estão sendo demitidos e recebendo valores relativamente altos pela rescisão, mas não sabem o que fazer, de que forma investir. Primeiro passo: é importante projetar os próximos 15 meses, fazer uma leitura dos gastos, se planejar. Todo e qualquer gasto mensal deve ser atualizado para gasto anual, ou seja, R$ 200,00 ao mês representa
R$ 2.400,00 ao ano. Outro ponto importante é uma vez que a pessoa/família tenha dívidas entender os juros que estão sendo pagos. Uma vez que esses juros de financiamentos superem os 14% ao ano, faz sentido antecipar algumas dívidas ao invés de manter o valor aplicado. Na prática faríamos o seguinte cálculo: uma família que tem dívidas no valor de
R$ 10.000,00 pagando juros de 20% ao ano, está custando R$ 2.000,00 ao ano manter o empréstimo. Com esse cenário, faz sentido, analisando caso a caso, usar parte da rescisão para abater essas dívidas, pois os juros pagos estão mais caros do que seria possível render com investimentos conservadores em renda fixa. Depois de feita essa análise é importante que a família se reúna e seja explanada a situação.
Todos têm um papel fundamental no planejamento financeiro. Nessa reunião vale mapear os gastos da família: obrigatório fixos, obrigatório variáveis, não obrigatórios fixos, não obrigatórios variáveis. É importante já termos um plano de reação uma vez que a crise bata à nossa porta, mas também começarmos a nos planejar financeiramente desde o primeiro emprego. Saibamos distinguir se é melhor antecipar algumas contas ou manter o valor aplicado. Alguns ativos de renda fixa contam com a mesma garantia da poupança (Fundo Garantidor de Crédito), porém possuem rentabilidade muito superiores como: CDBs, LCIs e LCAs.
Assessor de investimentos, Caxias do Sul/RS
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia