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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de agosto de 2016. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 02/08/2016. Alterada em 01/08 às 21h43min

Confiança e realidade

Caio Megale
A economia brasileira entrou em recessão no segundo trimestre de 2014 e não saiu até agora. Se a projeção do Itaú para a variação do PIB do segundo trimestre estiver certa (-0,7%), a queda desde o pico terá sido próxima a 8%. A taxa de desemprego subiu quatro pontos percentuais no período. O clima, no entanto, está mudando. As sondagens com indústria e consumidor começam a mostrar uma volta importante da confiança, especialmente por conta de expectativas melhores no futuro. Os estoques na economia vêm recuando, e os custos de produção estão menos pressionados. A perspectiva de uma política econômica mais estável e eficiente, que leve à queda da inflação e das taxas de juros, reforça a percepção de melhora da economia. A melhora da confiança e do ambiente de mercado é fundamental para a retomada da atividade. A confiança desperta o "espírito animal" dos agentes econômicos, que voltam a investir e consumir, fazendo a roda da economia girar. No entanto, a confiança não funciona como instrumento mágico que, por si só, pode sustentar o crescimento.
E como estão os fundamentos da economia brasileira? Em boa parte, de fato, melhores do que no passado recente. A taxa de câmbio está mais próxima de seu equilíbrio, o que permitiu o ajuste das contas externas. Os preços administrados se realinharam, e, depois de um período de alta, a inflação começa a recuar. A política econômica parece mais coesa e alinhada com a busca da eficiência. O fundamental ajuste das contas públicas, no entanto, ainda está por vir. Há razões para o otimismo, mas é cedo para relaxar. As contas públicas seguem deficitárias, e o grau de alavancagem pública e privada ainda é elevado. É fundamental que as reformas avancem para que a melhora da confiança se sustente e efetivamente impulsione a economia.
Economista do Itaú Unibanco
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