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Porto Alegre, terça-feira, 02 de agosto de 2016. Atualizado às 22h44.

Jornal do Comércio

Internacional

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Espanha

Notícia da edição impressa de 03/08/2016. Alterada em 02/08 às 21h28min

Espanhóis podem realizar terceira eleição em um ano

Negativa do Psoe, liderado por Sánchez, pode levar a um novo fracasso

Negativa do Psoe, liderado por Sánchez, pode levar a um novo fracasso


GERARD JULIEN/AFP/JC
Pedro Sánchez, líder da legenda de centro-esquerda Psoe (Partido Socialista Operário Espanhol), recusou ontem a coalizão proposta pelo premiê em exercício Mariano Rajoy, do conservador PP (Partido Popular). O gesto pode levar a uma nova eleição na Espanha, a terceira desde dezembro. O socialista pediu a Rajoy que busque o apoio entre os partidos de direita, porque a esquerda não vai apoiar este seu projeto de coalizão.
"Se a direita diz 'não' a Rajoy, por que a esquerda vai apoiar a direita?", questionou o socialista Sánchez. A negativa do Psoe coloca em risco a possibilidade de que os partidos espanhóis consigam formar um novo governo, depois de um fracasso anterior.
Eleitores foram às urnas em dezembro e em junho deste ano, mas ainda não conhecem seu premiê. Rajoy afirma que, se Sánchez mantiver sua recusa, o país terá que repetir as eleições - um cenário de desgaste para todas as forças políticas, mas no qual o PP poderia sair mais uma vez fortalecido. Há grande cansaço entre a população espanhola e a sensação de que é urgente formar um governo.
O Partido Popular venceu as duas últimas eleições. Em junho, conquistou 137 cadeiras no Congresso. É necessário somar 176 deputados, uma matemática cuja solução mais factível é a coalizão com o Psoe (85 assentos), rejeitada pelos socialistas. Em um cenário alternativo, Rajoy teria que se alinhar com o partido de centro-direita Cidadãos (32 cadeiras) e com as forças nacionalistas. Como o PP recebeu mais assentos, cabe ao premiê a tentativa de formar um governo. Mas não está claro, ainda, se ele vai arriscar. 
O PP preparou uma proposta com 125 pontos de acordo para debater com o Psoe e convencê-lo a um pacto, incluindo reformas institucionais e de política econômica. Os socialistas negam por ora essa ideia. Já era esperado que a primeira rodada de conversas resultasse em desavença. Rajoy deve reunir-se com outros representantes, como Albert Rivera, do Cidadãos.
O PP espera convencer seus oponentes a, se não apoiarem sua tentativa de formar um governo, ao menos se abster e abrir o caminho. Assim, evitaria a convocação de novas eleições. Enquanto houver impasse político, o país seguirá com seu Parlamento paralisado e um Executivo provisório com poderes limitados. Nessa situação, a Espanha não pode renovar o orçamento, e o investimento público está congelado.
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