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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de agosto de 2016. Atualizado às 17h35.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 24/08/2016. Alterada em 24/08 às 17h36min

Governo e sindicato médico discutem segurança em hospitais

Igor Natusch
Uma reunião entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), ocorrida ontem, foi mais um passo para tentar diminuir a sensação de insegurança de médicos e funcionários nas instituições de saúde. Motivada por recentes atos de violência dentro de postos de saúde e hospitais, o encontro teve como principal encaminhamento a formalização de uma câmara temática, com reuniões periódicas, na qual servidores da secretaria e do sindicato irão discutir e encaminhar soluções para as demandas da categoria.
"A segurança é uma preocupação imensa para a classe médica, talvez a maior da atualidade", acentuou o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes. Segundo ele, existe uma espécie de consenso entre boa parte da população de que "tudo pode" dentro dos postos de saúde. "A mãe que tem um filho preso não chuta a porta do delegado, porque sabe que isso não é aceitável. No posto, isso não gera consequências. Os grandes postos são conglomerados de pessoas, onde há muita ansiedade e grande potencial de conflito", explica.
Entre as medidas discutidas no encontro está o aumento da vigilância no entorno de postos de saúde e hospitais, facilitando o contato das instituições com o comandante do policiamento na área em que se localizam. "Além do policiamento rotineiro, estamos buscando um trabalho ainda mais focado no atendimento dos hospitais. Melhorando a comunicação, teremos uma ação mais rápida", declarou o secretário estadual de Segurança, Wantuir Jacini.
Outras demandas trazidas pelo Simers dizem respeito à instalação de câmeras internas e externas, bem como a implementação de detectores de metais na porta das instituições. A possibilidade de um "botão do pânico", que permita um socorro rápido em caso de ação criminosa dentro dos hospitais, passará por estudos de viabilidade, garante Jacini. Quanto a prazos, o secretário preferiu não ser enfático. "Para tecnologia, não devemos dar prazo. O que podemos garantir é que será feito", completa. A próxima reunião ocorrerá em setembro.
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