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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de agosto de 2016. Atualizado às 01h17.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 17/08/2016. Alterada em 16/08 às 22h36min

Colegas e familiares protestam após assassinato de médica

Presentes soltaram balões pedindo ações contra a violência

Presentes soltaram balões pedindo ações contra a violência


ANTONIO PAZ/JC
Igor Natusch
Um ato em frente ao Museu de História da Medicina marcou a indignação da classe médica de Porto Alegre com a morte de Graziela Muller Lerias, 32 anos, durante um assalto no domingo. Colegas, amigos e familiares de Graziela se reuniram para homenagear a médica, ao mesmo tempo que cobravam ações do poder público contra a violência urbana. O grupo seguiu em caminhada até o Palácio Piratini.
Vestidos de branco e portando cartazes, os presentes também fizeram um gesto simbólico, soltando balões brancos em um pedido por paz e segurança. "É uma forma de elaborarmos um pouco esse drama todo", resumiu a vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Maria Rita de Assis Brasil.
Descrevendo o protesto como um ato "pela paz e pela reflexão", Maria Rita ressaltou que a violência preocupa os médicos não apenas nas ruas gaúchas, mas também na atividade diária em emergências e hospitais. "É preciso exigir um projeto de segurança pública que permita ao cidadão circular pela cidade, e também ampliar a segurança nos locais de trabalho".
Os pais de Graziela não compareceram ao ato: estavam acompanhando a outra filha, que no mesmo horário estava se formando em um curso de Administração. Representando a família, o tio de Graziela, Marco Antônio Mesquita Leirias, diz que a indignação e a tristeza tomaram conta de todos. "Estamos com um grande vazio. Uma moça de 32 anos, que investiu 12 anos de vida em sua formação... Ver tudo isso interrompido nos deixa muito inconformados".
Professor da médica durante cinco anos de formação em oftalmologia, Ricardo Morschbacher diz esperar que a mobilização contribua em um movimento que priorize a segurança para a população. "A Grazi era uma pessoa cheia de vida, muito preocupada com seus pacientes. Dói muito ver que as pessoas de bem estão reféns. Ninguém mais suporta a violência, todas as classes sociais sofrem com isso, sem exceção", lamentou.
Graziela foi morta a tiros dentro do carro, na esquina das avenidas Ceará e Sertório, na zona Norte. A médica, natural de Camaquã, fez residência em Oftalmologia na Santa Casa e atualmente fazia especialização em retinas no Hospital Banco de Olhos. Seria o último ano da formação profissional de Graziela. Segundo amigos, seu plano era concluir os estudos e retornar à cidade natal, onde abriria uma clínica.
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