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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de agosto de 2016. Atualizado às 03h47.

Jornal do Comércio

Esportes

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Rio-2016

08/08/2016 - 03h37min. Alterada em 08/08 às 03h49min

Phelps chega a 23 ouros olímpicos com vitória no 4x100 metros livre

Phelps derruba lágrimas e poderá ganhar mais medalhas com as provas que participará

Phelps derruba lágrimas e poderá ganhar mais medalhas com as provas que participará


GABRIEL BOUYS / AFP/JC
As grandes estrelas começam a ditar o tom nas provas de natação no estádio Aquático, no Parque Olímpico. Neste domingo (7) foi a vez de Michael Phelps, Katie Ledeky, Adam Peaty e Sarah Sjostrom mostrarem os seus talentos na piscina. Para o Brasil, nenhum pódio até o momento, mas mesmo assim os atletas festejaram bons resultados em finais.
Logo que o telão mostrou Phelps, a torcida vibrou como se tivesse sido um gol. Pela manhã, ele não participou das eliminatórias no 4x100 metros livre, mas à noite reforçou o time, que chegou na primeira posição dando um show na piscina. Phelps, que não é o grande velocista dos Estados Unidos, foi o melhor da equipe ao marcar 47s12 em sua parcial. O Brasil ficou na quinta posição com o tempo de 3min13s21.
Com mais um ouro, Phelps ampliou a sua coleção de medalhas olímpicas e agora tem 19 de ouro, duas de prata e duas de bronze, totalizando 23. Ele ainda pode ampliar o seu recorde porque vai disputar os 200 metros borboleta, nesta segunda-feira, os 200 metros medley, na quarta, e os 100 metros borboleta, na quinta. Sem contar as provas de revezamento, onde pode ser escalado.
Já Ledecky foi quem promoveu a maior façanha ao pulverizar o seu recorde mundial nos 400 metros livre. Na prova, ela parecia estar nadando contra amadoras, tamanha a distância que colocou nas rivais, e brincou com a linha do recorde mundial, que tentava caçá-la a todo momento e ficava para trás.
A norte-americana conquistou a sua segunda medalha nos Jogos do Rio, o ouro desta vez, e marcou o tempo de 3min56s46, quase dois segundos abaixo do recorde anterior, que era dela mesma. No primeiro dia de competição, ela já havia ajudado o revezamento 4x100 metros livre dos Estados Unidos a ficar com a prata.
Ledecky é a grande sensação da natação mundial no momento e consegue impor uma diferença sobre suas rivais enorme. Quando ela entra na piscina, a disputa é para ver quem vai ficar na segunda posição. Nos 400 metros livre, ele fez uma diferença de quase cinco segundos em relação à segunda colocada Jazz Carlin, da Grã-Bretanha.
A expectativa agora é que ela ganhe pelo menos mais dois ouros no individual - nos 200 metros livre, prova que tem rivais fortes, e nos 800 metros livre, disputa que é barbada e só não vence se não competir. Ela também ainda pode participar de revezamento dos Estados Unidos e ampliar a sua contagem, que conta ainda com o ouro conquistado nos Jogos de Londres, nos 800 metros livre, quando tinha apenas 15 anos.
RECORDE - Neste domingo, mais recordes foram quebrados, chegando a cinco até agora (três foram no primeiro dia de disputas). Adam Peaty, na prova dos 100 metros peito, diminuiu ainda mais a sua marca de 57s55 e cravou 57s13. "Encostei na parede, olhei para o lado e não vi ninguém. Foi aí que percebi que nadei muito bem", comentou o britânico, feliz da vida. "Não vou ficar satisfeito com essa marca. Se alcancei, é porque posso fazer melhor. Isso me motiva".
Quem também vibrou muito nos Jogos do Rio foi a sueca Sarah Sjostrom, que foi campeã olímpica e ainda bateu o recorde mundial nos 100 metros borboleta com a marca de 55s48 - a anterior era 55s64. Ela fez uma prova impecável, sem dar chance para suas adversárias.
DEVER CUMPRIDO - Dois brasileiros tiveram a chance de ganhar a medalha nos 100 metros peito nos Jogos do Rio e por pouco não subiram ao pódio. João Gomes Junior e Felipe França ficaram na quinta e sétima posições, respectivamente, na prova que teve o ouro para Peaty.
Para João, o resultado não pode ser comemorado como derrota. "É muito gratificante. Saio dessa piscina com sensação de dever cumprido, pois lutei até o final. Saí com a faca nos dentes. Só tenho de agradecer. É minha primeira Olimpíada e termino com um quinto lugar", disse.
Ele chegou a ficar suspenso por doping e temeu o resultado que poderia conseguir nos Jogos. "Só Deus sabe o que passei. Mas em nenhum momento deixei de pensar na medalha. Agora tenho de ver o vídeo para ver em que momento a medalha escapou e saio com a sensação de dever cumprido", contou.
Já Felipe França adotou uma estratégia diferente, pensando em se poupar para os últimos metros. "Passei um pouco fraco, atrás, e é bem difícil de buscar. Melhorei na volta, mas não deu. De qualquer forma saio satisfeito com o resultado, ainda mais por tudo que passei depois de Londres. Saí triste de lá, mas daqui saio totalmente realizado", afirmou.
RESULTADOS - Nos 200 metros livre, o chinês Sun Yang foi para a final com o melhor tempo, mas sabe que terá trabalho diante de fortes competidores como o japonês Kosuke Hagino, o norte-americano Conor Dwyer, o alemão Paul Biedermann e o sul-africano Chad Le Clos.
Já nos 100 metros peito, a norte-americana Lilly King avançou com o melhor tempo, seguida pela russa Yulia Efimova, que só teve sua participação nos Jogos do Rio confirmada na última quinta-feira, após autorização do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ela tinha sido proibida de competir no Rio devido a uma suspensão de 16 meses, por consumo de anabolizantes.
A pena já foi cumprida, mas a Federação Internacional de Natação (Fina) havia vetado a sua participação nos Jogos devido ao escândalo de doping que envolveu a Rússia. Outro destaque da prova foi a jamaicana Alia Atkinson, que foi para a final com o quinto melhor tempo, mostrando que na terra dos velocistas de pista também existem ótimos nadadores.
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