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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de agosto de 2016. Atualizado às 19h28.

Jornal do Comércio

Economia

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Telecomunicações

Alterada em 10/08 às 19h29min

Fundo ligado a Tanure acusa Pharol de buscar 'vantagem indevida' em relação à Oi

O fundo Société Mondiale, que possui 6,18% do capital social da Oi, voltou a atacar a Pharol (antiga Portugal Telecom), dona de 22,24% da tele, numa briga de acionistas que se desenrola em meio ao maior processo de recuperação judicial do País. O fundo ligado ao empresário Nelson Tanure acusa os portugueses de uma tentativa de "invocar a autoridade do Judiciário brasileiro, de forma torpe, para obter uma vantagem indevida".
"Quem está tentando se valer do nome de pessoas sérias e ilibadas como magistrados e juízes para tentar extrair um salvo-conduto para seus próprios malfeitos é a Pharol", diz comunicado do Société Mondiale. O posicionamento ocorre após a Pharol ter declarado nesta terça-feira (9), que o Société Mondiale está tentando tumultuar o processo de recuperação judicial da Oi.
A queda de braço entre as partes teve início com a tentativa de Tanure de destituir membros do conselho de administração da Oi ligados à Pharol, maior acionista individual da companhia, ao mesmo tempo em que quer colocar em seus lugares seus indicados. O empresário ganhou participação relevante na companhia recentemente e, desde então, tem acusado os portugueses de agirem contra o interesse da Oi.
O fundo pediu ao conselho de administração a convocação de duas assembleias para votar, além da mudança dos seus membros, outros pontos, como uma ação de responsabilidade contra a Pharol. O colegiado da empresa decidiu submeter o pedido à 7ª Vara Empresarial do Rio, responsável pelo processo de recuperação judicial da tele. Após isso, Tanure convocou por conta própria as assembleias por meio de publicação de editais em jornais.
"O fundo nunca desrespeitou qualquer decisão do juízo da recuperação, simplesmente porque não existe qualquer deliberação que impeça o fundo de exercer um legítimo direito seu de acionista com mais de 5% do capital votante de convocar a assembleia de acionistas da Oi", diz o posicionamento.
O acionista minoritário acusa ainda os conselheiros portugueses de usar a própria companhia para atender aos seus interesses. "A Oi vem peticionando nos autos e se posicionando de forma pública (em fatos relevantes, comunicados ao mercado etc.) exatamente na linha de defesa da Pharol: mentindo, distorcendo e deturpando o conteúdo da lei e das decisões do juízo da recuperação apenas para beneficiar o acionista português", acusa. Procurada pela reportagem, a Oi não quis comentar o episódio.
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