Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 11 de agosto de 2016. Atualizado às 09h32.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

estradas

Notícia da edição impressa de 11/08/2016. Alterada em 11/08 às 09h35min

Rio Grande do Sul perde R$ 3,8 bilhões somente com a violência no trânsito

Maioria das vítimas está em idade ativa e concentra-se na faixa etária de 18 a 64 anos

Maioria das vítimas está em idade ativa e concentra-se na faixa etária de 18 a 64 anos


TOMAZ SILVA/ABR/JC
A violência no trânsito acarretou perdas de R$ 3,88 bilhões ao Rio Grande do Sul no primeiro semestre do ano. Esse é o impacto econômico provocado pela morte de 944 pessoas e os 740 casos de invalidez permanente, decorrentes de colisões e atropelamentos. Os cálculos são do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, com base em dados do Dpvat.
A grande maioria das vítimas está em idade ativa e concentra-se na faixa etária de 18 a 64 anos. Ou seja, pertence a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade. O prejuízo econômico equivale ao que deixa de ser produzido ao longo da vida útil dos trabalhadores. O total de perdas apurado no primeiro semestre é 29,47% inferior ao registrado no mesmo período de 2015, quando o estado perdeu R$ 5,5 bilhões com a violência no trânsito. Na comparação entre um semestre e outro, houve redução de 9,75% no número de mortes e de 44,84% nos casos de invalidez permanente.
Segundo o diretor do CPES, Claudio Contador, a redução do número de vítimas do trânsito é um avanço importante. Ela mostra que o Brasil pode convergir para índices de países mais avançados, mas está longe de ser motivo para comemoração. "A violência no trânsito ainda é uma tragédia de proporções épicas, com forte impacto social e econômico. Os acidentes representam um custo muito alto para o País. É necessário criar uma cultura de responsabilidade ao volante, com ações permanentes de educação e de fiscalização para mudar essa realidade."
As perdas econômicas do estado são maiores que a soma das despesas públicas com saúde (R$ 1,5 bilhão) e educação (R$ 1 bilhão) na cidade de Porto Alegre em 2015. Se for mantida a frequência de acidentes e o número de vítimas, até o final de 2016, o Rio Grande do Sul perderá o equivalente a mais do que toda a receita da capital, cerca de R$ 5,6 bilhões de reais.
No primeiro semestre de 2015, o País registrou 22.395 mortes e 27.224 casos de invalidez permanente por conta da violência no trânsito, que acarretaram um prejuízo de R$ 100,47 bilhões. Ou seja, de um ano para outro, houve redução de 4% e 43% nos casos de morte e invalidez permanente, respectivamente. Quanto à perda econômica, houve redução de 5,62% em relação ao primeiro semestre de 2015. A região Sul perdeu R$ 13,3 bilhões. O Paraná lidera com o menor recuo (-16,03%), assim como a maior perda (R$ 5,56 bilhões).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia