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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de agosto de 2016. Atualizado às 00h32.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 11/08/2016. Alterada em 10/08 às 21h03min

Agroindústrias aceleram preparos para a Expointer

Líria Meurer, de Salvador do Sul, vai vender pães, cucas e biscoitos

Líria Meurer, de Salvador do Sul, vai vender pães, cucas e biscoitos


KARINE VIANA/PALÁCIO PIRATINI/JC
A pouco mais de duas semanas para o início da 39ª Expointer, as agroindústrias que estarão na 18ª Feira da Agricultura Familiar intensificam os preparativos para levar produtos como queijos, pães, cucas, geleias, biscoitos e salames. Neste ano, serão 227 expositores - 17% estreantes -, entre produtos, artesanato, plantas e flores, além de quatro cozinhas.
A família Meurer, de Salvador do Sul, espera repetir os números da edição passada. Em 2015, foram vendidos 1.350 cucas, 600 pães e 600 pacotes de biscoitos. A produção começou com a matriarca, Líria, em 1989, e hoje inclui o trabalho das filhas Paula, Patrícia e Beatriz. O pão de milho, feito em forno de barro, é o carro-chefe da comercialização. Segundo Líria, o segredo do sucesso na Expointer é que pães e cucas sempre chegam fresquinhos, feitos ainda na madrugada. Os biscoitos pintados são produzidos poucos dias antes de a feira ser aberta.
Paula destaca a receptividade obtida a cada ano e o retorno dos clientes, que guardam o adesivo da marca Koloniebackhaus para saborear os produtos. "A feira é uma família com quem convivemos. É também o espaço para divulgar os produtos e o nosso município", disse, ressaltando ser esta a oitava participação no Pavilhão da Agricultura Familiar. Antes da Expointer, os sabores da Koloniebackhaus serão apresentados na 10ª AgriMinas, em Belo Horizonte.
Primeira agroindústria habilitada ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), em 2013, a Herbon Alimentos, de São José do Sul, aumenta em pelo menos 100 quilos a produção diária de linguiça para a Expointer. No estande também são ofertados itens como copa, salame, lombo defumado e torresmo.
De acordo com uma das proprietárias, Aline Gauer, além das vendas, há oportunidade de buscar novos mercados para os embutidos dentro do Rio Grande do Sul. A produção mobiliza até 12 pessoas - a maioria da família -, e o abate é diário. "A família se uniu, todo mundo queria trabalhar, ter seu negócio, e foi indo. Hoje, está todo mundo feliz aqui, fazendo linguiça, salsichão, copa", disse Laci Maria Gauer, mãe de Aline, que acompanha a produção.
Um dos espaços de maior visitação durante a Expointer, a Feira da Agricultura Familiar ocorre desde 1999. A estrutura que abriga os estandes foi construída em 2004. Em 2015, foram R$ 2,2 milhões em negócios, valor recorde e incremento de 12,6% em relação ao alcançado em 2014. Para este ano, a expectativa é de que as vendas cresçam ao menos 5%. "É um espaço importante, porque proporciona às agroindústrias familiares o contato direto com compradores", destaca o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcisio Minetto.
Conforme o diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria da SDR, Dionatan Tavares, uma das novidades para este ano é a chamada ilha de orgânicos. No local, 16 expositores (15% do total) vão expor itens como sucos, chás, temperos, mel, rapaduras e cachaças com certificação.
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