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Porto Alegre, terça-feira, 09 de agosto de 2016. Atualizado às 00h15.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 09/08/2016. Alterada em 08/08 às 23h14min

Centrais farão ato na Fiergs em 16 de agosto

Assembleia decidiu mobilização para repudiar mudanças na CLT e Previdência

Assembleia decidiu mobilização para repudiar mudanças na CLT e Previdência


ASSESSORIA PORTO/ UGT /DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit
Será em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) a participação gaúcha no Dia Nacional de Luta, convocado para 16 de agosto. Rara unanimidade entre as centrais sindicais, a mobilização foi acertada em assembleia com a participação de sete das nove entidades que integrarão o ato. O objetivo da ação é repudiar as mudanças especuladas na legislação trabalhista e na Previdência Social, além da precarização da Justiça do Trabalho.
"Será um primeiro ato para marcar posição quanto a união das centrais sindicais, e conscientizar os trabalhadores sobre a gravidade da situação", argumenta o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo. As centrais projetam de mil a 2 mil trabalhadores no ato, que deve começar às 7h.
A escolha pelo local se deu em alinhamento com a organização nacional, que acertou o dia de mobilização em assembleia no mês passado, em São Paulo. A ideia é de que, em todos os estados, os atos aconteçam em frente às federações industriais, que na opinião dos sindicalistas representam a pressão empresarial pelas reformas no que chamam de pilares da proteção social do trabalho. "São áreas que estão questionadas por uma maioria no Congresso a serviço dos empresários, e com a concordância do governo de plantão."
Uma das principais denúncias das entidades é o que o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor, chama de privatização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O dirigente se refere à proposta ventilada pelo governo de priorizar as negociações específicas das categorias em detrimento à CLT. "Há uma diferença astronômica entre a força do capital e a do trabalho nessas discussões, e a legislação existe justamente para equilibrar essas forças. Abrindo caminho para o negociado sobre o legislado, acaba o papel do Estado", argumenta Vidor.
Outra bandeira que deve ser levantada é a contrária às reformas previdenciárias, principalmente a proposta que deve instituir uma idade mínima para a aposentadoria. "Será penalizado que mais contribuiu, em vez de cobrar quem está devendo", defende o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT-RS), Paulo Barck. O dirigente se refere a quem, por exemplo, começou a trabalhar com 15 anos de idade e hoje, com 55 anos, poderia se aposentar pela regra atual. Pela proposta ventilada pelo governo, esse trabalhador teria de pagar um "pedágio", com mais anos de contribuição.
Segundo Barck, as alternativas para a Previdência seriam a venda de prédios ociosos como forma de gerar caixa, a cobrança dos devedores e a devolução de recursos do sistema retirados pelo governo ao longo dos anos para financiar obras. "O caixa é deficitário porque seus recursos são desviados. Fazendo uma gestão séria, há outras soluções antes de prejudicar os trabalhadores", defende o mandatário. Participarão da mobilização a Força Sindical, CSP/Conlutas, CSB, CGTB, NCST e Intersindical, além de movimentos estudantis. Também são criticadas pelas entidades a redução nos recursos da Justiça do Trabalho e a precarização do Sistema Único de Saúde (SUS).
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