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Porto Alegre, sexta-feira, 05 de agosto de 2016. Atualizado às 19h13.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

05/08/2016 - 19h02min. Alterada em 05/08 às 19h16min

Cotação do dólar à vista cai 0,75% e registra menor valor em mais de um ano

Expectativas dos investidores diante do cenário fiscal ajudaram na valorização do real frente ao dólar

Expectativas dos investidores diante do cenário fiscal ajudaram na valorização do real frente ao dólar


FERNANDA CARVALHO/ FOTOS PÚBLICAS/DIVULGAÇÃO/JC
O dólar à vista cedeu mais 0,75% nesta sexta-feira (5), e fechou o dia cotado a R$ 3,1695, registrando novo piso do ano. Foi a quarta queda consecutiva da moeda americana, que terminou a primeira semana de agosto com desvalorização de 2,24% frente ao real e com o menor valor desde 21 de julho de 2015.
Entre os fatores que explicam o movimento, segundo analistas, estão as boas notícias dos últimos dias no cenário internacional e um alívio no desconforto dos investidores com o cenário político e fiscal brasileiro. O fluxo cambial positivo e a expectativa de novos ingressos de recursos ao País completaram o quadro que levou ao fortalecimento do real no período.
A manhã foi marcada pela instabilidade, enquanto investidores analisavam o relatório de empregos (payroll), que revelou a criação de 255 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em julho, contra previsão de 179 mil vagas.
O dado forte apontou para o aquecimento da economia americana e gerou discussões quanto à oportunidade de o Federal Reserve voltar a elevar os juros. Logo após os dados, o dólar atingiu a mínima intraday, de R$ 3,160 (-1,05%), refletindo apostas em um Fed ainda cauteloso e manutenção do fluxo para emergentes. Depois a moeda, enfrentou volatilidade e, com a queda dos preços do petróleo, foi à máxima do dia, de R$ 3,1981 (+0,14%), antes de voltar a cair.
O Banco Central voltou a ofertar seus 10 mil contratos de swap cambial reverso (equivalente a uma compra de dólares no mercado futuro), em valor corresponde a US$ 500 milhões. Operadores afirmaram que a operação contribuiu para a pressão de alta, mas com efeito bastante pontual.
Parte importante da melhora do ânimo dos investidores, que incentivou a desmontagem de posições compradas, decorreu do trabalho feito pelo governo para desfazer o mal estar dos investidores, que começaram a semana colocando em dúvida a capacidade do presidente em exercício, Michel Temer, avançar com as medidas de ajuste.
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