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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de agosto de 2016. Atualizado às 13h35.

Jornal do Comércio

Colunas

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 23/08/2016. Alterada em 23/08 às 08h07min

Escola sem partido

Deputado Izalci

Deputado Izalci


VICTOR DINIZ/AGÊNCIA CÂMARA/JC
Edgar Lisboa
A discussão sobre o que o professor ensina aos alunos saiu já há um tempo das salas de diretores de escola e dos corredores das secretarias de educação e do Ministério da Educação para o Congresso Nacional. Movimentos como o Escola sem Partido querem impor na lei uma suposta neutralidade aos docentes. Nascido há 12 anos de um pai indignado com o que chama de "doutrinação de esquerda" nas salas de aula e com força redobrada com os protestos pelo impeachment, o Escola sem Partido ganhou aliados dentro do Congresso, como o senador Magno Malta (PR-ES) e o deputado Izalci (PSDB-DF), ambos autores de projetos de lei instituindo o programa. Até o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), aceitou receber o ator Alexandre Frota para discutir a proposta. Na outra trincheira, professores e pedagogos criaram um movimento pela liberdade de ensino, que foi adotado por parlamentares de esquerda. Até o Ministério Público Federal (MPF) se pronunciou, afirmando que uma lei que aceita as diretrizes do movimento é inconstitucional, porque "impede o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, nega a liberdade de cátedra e a possibilidade ampla de aprendizagem e contraria o princípio da laicidade do Estado".
Direito de opinião
O deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB) criticou o que seria um dos princípios do movimento: o de que o professor teria completo controle dos pensamentos e opiniões do aluno. "O professor pode manifestar a sua opinião; o que ele não pode é empobrecer o aluno só com a sua opinião. Ele precisa abrir ao aluno uma série de alternativas para que exista o direito de escolha. O aluno não é um prosélito; o aluno é um ser autônomo, um ser pensante e livre, que deve decidir os seus próprios caminhos", disse. Segundo Fogaça, o professor tem sim o direito de expressar opinião. "Pode o professor manifestar a sua opinião? Quanto a esta última pergunta, a resposta obviamente é sim. O professor tem todo o direito de expressar a sua opinião. Um País onde há liberdade de expressão e liberdade de ensino, e essas duas coisas devem se conjugar."
País dos canudos
Ao discursar sobre terapias alternativas, o deputado federal gaúcho Giovani Cherini (PR) reclamou de uma característica do "país dos bacharéis": a importância impensada dada ao diploma. "O Brasil é campeão mundial do canudo. Se ele tem canudo, é sinônimo que ele sabe. O canudo é a sabedoria! Por isso, eu uso sempre a palavra hokhmah, que é uma palavra em hebraico que significa ser sábio, sabedoria de viver, sabedoria de buscar a felicidade nas pequenas coisas da vida, sabedoria que não está na faculdade, sabedoria que não está nos livros, está nos relacionamentos, nas conexões, naquilo que nós fazemos, nas amizades que nós construímos, na família que temos, nas terapias que nós podemos buscar", afirmou. Ele fez uma defesa do conhecimento tradicional na saúde.
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Comentários
Eddie 25/08/2016 07h53min
O futuro da sociedade em viver uma utopia e as gerações bissexuais (imoral)... n