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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de agosto de 2016. Atualizado às 02h50.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 10/08/2016. Alterada em 09/08 às 22h19min

Falando ao mesmo tempo

GERALDO MAGELA/AFP/AGÊNCIA SENADO/JC
No Maracanã, estádio em que se vaia até minuto de silêncio, o presidente interino Michel Temer (PMDB) foi vaiado nas poucas palavras que falou na abertura das Olimpíadas. E, como a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) também foi vaiada na abertura da Copa do Mundo de 2014 e o ex-presidente Lula (PT), em 2007, na abertura do Pan-Americano, houve briga no Senado. Uma discussão sobre vaias envolvendo os senadores Magno Malta (PR-ES, foto) e Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) rapidamente se tornou uma discussão banal sobre a natureza da memória quando Malta afirmou que Vanessa sofria de amnésia. "Eu não tenho problema nenhum de amnésia. Não queira transferir para os outros o seu problema", disse a senadora amazonense, no que seguiu uma discussão sobre quem pode apartar quem. Para separar a briga, o senador Paulo Paim (PT) teve que entrar. "Assim ninguém está conseguindo entender, as pessoas estão assistindo, não é um debate, e são os dois falando ao mesmo tempo", afirmou o gaúcho. Na Câmara, a discussão sobre as vaias foi mais civil. Petistas reclamaram de censura nas arenas olímpicas e não houve grandes incidentes.
Reforma dissonante
A reforma trabalhista, tabu no Planalto desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e ressuscitada pelo presidente interino Michel Temer, não é consenso entre os ministros. Eles são dissonantes nas questões da terceirização e das negociações coletivas. Por um lado, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira (PRB), afirmou que essa reforma é urgente e, se não avançar nela, ele prometeu pedir demissão. "Defendemos a terceirização, trabalho intermitente e fortalecimento dos acordos coletivos", disse. Por outro lado, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), afirmou no Senado não apoiar o projeto em tramitação que dá mais força às negociações coletivas que a lei trabalhista e apontou que o projeto que permite a terceirização da atividade-fim tem que ser revisto.
Comissão de dicionário
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher irá ter o seu dia de dicionarista e, nesta quarta-feira, irá promover uma audiência pública para discutir o significado da palavra "gênero". A questão etimológica, já tratada por Aurélio e Houaiss, foi levantada pela deputada Flávia Morais (PDT-GO) e teve apoio das deputadas Maria do Rosário (PT), Laura Carneiro (PMDB-RJ), Soraya Santos (PMDB-RJ), Tia Eron (PRB-BA), Ana Perugini (PT-SP) e do deputado Diego Garcia (PHS-PR). Segundo Flávia Morais, há várias propostas que tratam da palavra, sendo que poucas realmente entendem o seu significado. "Muitas dessas, inclusive, de interesse das mulheres", afirmou. Entre as 17 definições que o Aurélio oferece para a palavra, verdadeiro coringa da língua, a que é mais similar à discutida pelo colegiado é essa: "Conjunto de propriedades atribuídas social e culturalmente em relação ao sexo dos indivíduos". Foram convidados juízes, professores e um padre, mas nenhum linguista, gramático ou professor de português.
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