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Porto Alegre, domingo, 28 de agosto de 2016. Atualizado às 17h32.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 29/08/2016. Alterada em 26/08 às 19h28min

Girando Sol quer fortalecersua marca na região Sul

 Diretor presidente da Girando Sol, Gilmar Borscheid

Diretor presidente da Girando Sol, Gilmar Borscheid


GIRANDO SOL/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit
Estar entre as quatro principais marcas na região Sul em cada segmento é o que move a Girando Sol. Criada em 1991 em um galpão de 24m², com apenas um produto, a empresa de produtos de limpeza cresceu apostando em produtos de qualidade, com preço mais baixo e mais adequados ao gosto dos mercados onde atua. Do primeiro amaciante, inspirado na fórmula caseira da mãe do fundador, Gilmar Borscheid, a Girando Sol tem hoje mais de 140 produtos em 12 famílias.
A expansão motivou um dos passos mais importantes da empresa de Arroio do Meio, que foi a inauguração de sua fábrica própria em abril deste ano. Investimento de R$ 45 milhões com recursos próprios e do Bndes, que substituiu os três galpões alugados anteriores. Borscheid conta que, com isso, a Girando Sol está preparada para os próximos 15 anos. A nova unidade tem capacidade para até dobrar o faturamento, que fechará 2016 em R$ 250 milhões.
O diretor-presidente também comenta que a crise tem ajudado a empresa a ganhar mercado e que o objetivo é continuar conquistando terreno onde já atua. A Girando Sol vende seus produtos hoje, além dos três estados do Sul, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e conta com distribuidores no Uruguai e no Paraguai.
JC Empresas & Negócios - O que a Girando Sol espera com a nova fábrica?
Gilmar Borscheid - Nós começamos pequenos e fomos sempre reinvestindo no negócio. Entre 2007 e 2008, quando chegamos no limite, com as três unidades a praticamente 100% da capacidade instalada, tivemos que decidir: ou alugar mais um prédio ou construir uma unidade própria. Fizemos um planejamento e decidimos construir, e iniciamos as obras em 2011. Estamos em uma área de 240 mil m², com um prédio de 22 mil m². Com isso, já projetamos os próximos 15 anos. Temos capacidade instalada para dobrar a produção. Pegamos, lá em 2008, os crescimentos dos anos anteriores da empresa, e projetamos tudo para sustentar o crescimento até 2022.
Empresas & Negócios - Mas, com a crise econômica, a empresa continua crescendo como antes?
Borscheid - A crise, no nosso nicho, nos beneficiou. Trabalhamos muito com público B/C, que acabou experimentando novas marcas, como a nossa. Como temos um produto de preço relativamente baixo e boa qualidade, o consumidor acaba ficando no nosso. Ele experimenta um produto mais barato que os grandes players e percebe que tem o mesmo rendimento. A crise é um comercial para nós, fez com que continuássemos crescendo. Ano passado foi bom, e 2016 continua no mesmo ritmo. A crise sempre atrapalha, pois gera desconforto na sociedade, mas no nosso negócio não complicou, até esse momento pelo menos.
Empresas & Negócios - Como uma marca regional consegue sobreviver em um mercado dominado por multinacionais?
Borscheid - Na realidade, nos baseamos nos grandes. E como o País veio crescendo em consumo e população, sempre sobra uma brecha para as regionais. Foi aí que a Girando Sol entrou e conquistou seu espaço. Disputamos esse mercado com eficiência, tanto eles quanto nós, cada um procurando seu espaço. As grandes multinacionais muitas vezes não conseguem atender a demanda regional, pois fazem um produto para o País inteiro. Já nós conseguimos focar no desejo da região. Um novo perfume, por exemplo, uma multinacional pega um painel e faz uma média. Nós também, mas a nossa média é da nossa região. Nosso nível de acerto é muito maior na região Sul do que a deles, pois conseguimos ser diferentes em alguns aspectos, inclusive de embalagens.
Empresas & Negócios - O objetivo é continuar atuando regionalmente ou expandir fronteiras?
Borscheid - Temos grandes oportunidades ainda na região em que atuamos. Temos produtos que podemos lançar, e inclusive fatias de mercado. Não temos planejamento de expandir para São Paulo ou aquela região. Nosso objetivo é nos fortalecer na região Sul, que é para onde desenvolvemos todos nossos produtos. Estamos baseados em torno de 1,5 mil km ou 2 mil km da sede, e nosso projeto é nesses locais em que já atuamos.
Empresas & Negócios - E as exportações?
Borscheid - Representam em torno de 3% do nosso faturamento. Temos participação muito importante no Uruguai e no Paraguai, com bons distribuidores. Como importamos alguns produtos de matéria-prima e o câmbio é sempre uma novela no Brasil, nunca se sabe quando está favorável ou não, começamos a exportar para equilibrar a nossa balança interna. Foi a forma que achamos de nos proteger da variação cambial. Ao mesmo tempo, conseguimos ser um importante fornecedor por lá, já que tanto Uruguai quanto Paraguai importam muito do que consomem nesse setor.
Empresas & Negócios - O amaciante ainda é o carro-chefe? A empresa pretende expandir o portfólio?
Borscheid - O mercado de limpeza está ficando cada vez mais eficiente, criando produtos cada vez mais específicos, e a empresa vai trabalhar nessa linha. Há 25 anos, não existia amaciante concentrado, por exemplo, e hoje é um segmento que está entrando com muita força no consumo do Brasil todo. Vamos desbravar com mais atenção esse tipo de produto nos próximos anos. Pela pesquisa da revista Supermercado Moderno de junho, de 12 famílias que produzimos, 11 estão entre as mais vendidas. Hoje somos a terceira marca na água sanitária, a segunda no amaciante, mas todas as famílias estão bem pontuadas. Temos cuidado muito grande, focamos muito na eficiência dos nossos produtos, que se perceba neles um diferencial. Nosso desafio é estar entre as quatro mais vendidas no Sul em todas as famílias.
Empresas & Negócios - Além dos grandes, há competição com as diversas empresas pequenas gaúchas. Isso afeta o mercado local?
Borscheid - Quando eu comecei, havia três empresas de produtos de limpeza no Estado. Hoje devemos ter mais de 100. Evidente que muitas desaparecem, outras vão criar participação. Todas competem, e temos que ficar ligados, também já fomos pequenos e com trabalho, eficiência e qualidade conseguimos chegar em um patamar bem importante. Somos um fornecedor importante do varejo do Sul e em especial do Rio Grande do Sul. O consumidor gaúcho se tornou bairrista, confia na indústria gaúcha, até porque, como o Mato Grosso abastece o mundo com alimentos, o Rio Grande do Sul se tornou um fornecedor importante de produtos de consumo. Isso é um ponto muito positivo para as indústrias gaúchas, pois nos preocupamos com um parâmetro de qualidade e preço justo.
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