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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de julho de 2016. Atualizado às 12h00.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

18/07/2016 - 22h08min. Alterada em 18/07 às 22h08min

Lewandowski manda Moro separar áudios que envolvem Lula e políticos na Lava Jato

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou hoje (18) a separação de parte da investigação da Operação Lava Jato que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos com foro privilegiado. Os processos estão sob a condução do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba.
No entendimento de Lewandowski, a parte da investigação em que Lula aparece em conversas grampeadas com políticos deve ser separada para que o ministro Teori Zavascki, relator do processo, analise a legalidade da investigação ao retornar das férias, no dia 1º de agosto. Lewandowski decidiu a questão devido ao período de recesso na Corte.
A decisão foi motivada por um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente. Os advogados pediram  liminarmente que toda a investigação sobre o ex-presidente da República volte a tramitar no STF porque os parlamentares citados em diálogos com Lula têm foro privilegiado e, por isso, só podem ser julgados pela Corte.
Na decisão, Lewandowski negou todos os pedidos dos advogados de Lula, mas entendeu que as gravações questionadas pela defesa devem seguir separadamente para não gerar nova nulidade das provas.
"Assim, sem prejuízo do regular andamento das centenas de feitos em trâmite perante o juízo reclamado, convém que, por ora, as gravações apontadas como ilegais permaneçam sob sigilo e isoladas dos demais elementos de prova já colhidos nos demais processos em curso na instância de piso, até o exame definitivo da presente reclamação pelo ministro Teori Zavascki", decidiu o ministro.
As investigações sobre o ex-presidente foram remetidas para Moro em junho, após decisão de Teori Zavascki, que anulou uma gravação, feita durante a Lava Jato, de uma conversa telefônica entre Lula e a então presidenta Dilma Rousseff.
Na decisão, o ministro entendeu que a escuta deve ser retirada do processo porque foi gravada pela Polícia Federal após a decisão de Sérgio Moro de suspender o monitoramento. Conforme o entendimento de Zavascki, Moro usurpou a competência da Supremo, ao levantar o sigilo das conversas. No entanto, as demais provas, como conversas envolvendo políticos, foram devolvidas ao juiz.
Em manifestação enviada na semana passada ao Supremo, Moro afirmou que está cumprindo a determinação de Zavascki e que o áudio envolvendo Lula e Dilma foram retirados do processo, conforme decisão do ministro. Para o juiz, o restante da investigação continua rígido, e não há motivos para remeter os processos novamente para o Supremo, conforme quer a defesa.
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Comentários
Malaquias o Justo 20/07/2016 11h01min
Não precisa ser grande sábio para saber o que o Teori vai decidir.O Supremo vem blindando os corruptos na forma estrita de sua lei.Nenhuma novidade se decidir que as provas não podem servir para o processo do chefe da facção.Supremo tem sido abrigo seguro de Callheiros , Cunhas, Jucás, Bernardos, e dezenas de outros menos midiáticos.Processos parados nas gavetas dos ministros dessa , caducam e perdem o bonde da história.Esta corte está fazendo a história do Brasil,infelizmente.Salve Moro!!!