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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de julho de 2016. Atualizado às 14h36.

Jornal do Comércio

Política

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crise política

12/07/2016 - 18h59min. Alterada em 12/07 às 18h59min

Em alegações finais, acusação retoma tese de autoria de Dilma em pedaladas

Autores do processo de impeachment, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal, entregaram nesta terça-feira (12), as alegações finais do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. No documento, os juristas buscam retomar a tese de que a presidente é culpada pelas chamadas "pedaladas fiscais".
O documento, com 131 páginas, retoma todo o processo, desde a denúncia inicial feita pelos juristas à Câmara dos Deputados. A acusação recorta e discute partes dos depoimentos de algumas testemunhas e também trata da perícia realizada pelo Senado.
Há uma extensa parte do documento dedicada à autoria dos fatos considerados na denúncia. O debate ganhou força após a perícia apontar que a presidente não é responsável pelas pedaladas fiscais. A acusação, por sua vez, tentou refutar esse argumento nas alegações finais e tornar a ligar Dilma aos atrasos de pagamentos do Tesouro ao Banco do Brasil relativos ao Plano Safra.
"Da verificação da responsabilidade da acusada pelas ações e omissões que correspondem aos deveres do seu cargo sabidamente descumpridos, com conhecimento e anuência, brota plena a convicção da necessidade de sua condenação", diz o documento.
A acusação sustenta que cabe à presidente exercer, com auxílio dos ministros de Estado, a direção da administração federal. Para reforçar o argumento, os juristas fazem um paralelo com casos municipais, em que a jurisprudência responsabilizou por crimes fiscais o chefe do executivo, no caso, o prefeito.
"Ora, se no âmbito municipal responde pelos crimes contra as finanças o prefeito, simetricamente, no âmbito federal, responde o presidente da República, valendo ressaltar que o artigo 38 da Lei de Responsabilidade Fiscal faz menção expressa ao presidente", diz o texto.
A acusação também defende que a repetição de atrasos em outros bancos, como Caixa e Bndes, embora não sejam objeto do processo de impeachment, mostrariam que haveria uma política direcionada por Dilma para a realização das pedaladas.
A partir de agora, a defesa tem 15 dias para entregar suas alegações finais. O ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, pretende usar o prazo por completo e entregar o documento apenas em 27 de julho.
Munido de todos esses documentos e com base na fase de depoimentos e coleta de provas, o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG), vai elaborar o parecer que deve ser apresentado à Comissão Especial do Impeachment em 2 de agosto. Até lá, não estão previstas reuniões do colegiado de senadores.
O relatório precisa ser votado na comissão e no plenário do Senado. Caso aprovado, haverá um julgamento final da presidente afastada, previsto para o período entre 24 e 26 de agosto.
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Comentários
Ademilson Castro 13/07/2016 13h09min
É uma Vergonha para o povo brasileiro , ter de ouvir e ver pessoas defendendo quem está errado . O Processo do Impeachment está dom documentos probatórios das Irregularidades promovidas pela EX-presidente da República do Brasil , e mesmo assim , elles tentam desqualificar as provas , que o próprio TCU já formalizou como verdadeiras ? Sabem quem está perdendo ? NÓS , os brasileiros que precisam trabalhar para o NOSSO país não parar.