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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de julho de 2016. Atualizado às 20h09.

Jornal do Comércio

Política

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câmara dos deputados

07/07/2016 - 18h22min. Alterada em 07/07 às 20h12min

Cunha chora ao anunciar renúncia à presidência da Câmara dos Deputados

Eduardo Cunha oficializou sua renúncia da presidência da Câmara no início da tarde

Eduardo Cunha oficializou sua renúncia da presidência da Câmara no início da tarde


Evaristo Sa/AFP/JC
Agência O Globo
O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), oficializou a renúncia ao cargo de presidente da Casa no início da tarde desta quinta-feira. Cercado de aliados, Cunha comunicou sua decisão no Salão Verde. Cunha leu durante 7 minutos um carta entregue à Mesa Diretora da Casa e, em alguns momentos, se emocionou.
"Estou pagando alto preço por ter dado início ao impeachment. Não tenho dúvida que a principal causa do meu asfatamento reside na condução desse processo de impeachment. Tanto é, que meu pedido de afastamento foi protolcado pela PGR (Rodrigo Janot) em 16 de dezembro de 2015, logo após minha decisão de abertura do processo. E o pedido de afastamento só foi apreciado em 5 de maio de 2016, em uma decisão considerada excepcional e sem qualquer previsão constitucional, poucos dias depois da decisão dessa Casa, por 367 votos, de abertura do processo por crime de responsabilidade", disse Cunha.
"Resolvi ceder ao apelo generalizado dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa esta acéfala, fruto de uma interinidade bizarra, que não condiz com o que o país espera de um novo tempo após o afastamento da presidente da República. Somente minha renúncia poderá pôr fim a esta instabilidade sem prazo. A Câmara na suportará esperar indefinidamente", acrescentou.
Emocionado, ele citou a família: "Usam minha família de forma cruel e desumana, visando me atingir", disse. Alvo da Operação Lava-Jato, o deputado voltou a defender que é inocente: "Continuarei a defender a minha inocência, que falei a verdade. Reafirmo que não recebi qualquer vantagem indevida de quem quer que seja".
Ao encerrar seu pronunciamento, Cunha desejou sucesso ao presidente interino Michel Temer e ao futuro presidente da Câmara. "Acima de tudo, espero que esse meu ato ajude a restaurar nosso país após o processo de impeachment. Desejo sucesso ao presidente Michel Temer e ao futuro presidente dessa casa. Que Deus abençoe essa nação", finalizou.
A informação de sua renúncia foi antecipada pelo colunista Ilimar Franco. Cunha está proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de comparecer à Câmara. Ele ainda não explicou se recebeu uma autorização especial.
Oficializada a renúncia, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), tem cinco sessões para realizar eleição do novo presidente para o mandato tampão até 1º de fevereiro de 2017. Mesmo enfraquecido, Cunha tenta eleger um aliado. O mais cotado é o deputado Rogério Rosso (PSD-DF).
Segundo líderes aliados, a avaliação é de que a situação de Cunha piorou muito e que, se a votação na Comissão de Consitituição e Justiça (CCJ) de seu recurso fosse hoje, ele seria derrotado. A renúncia seria uma tentativa de fazer com que aliados e o próprio governo Temer ajudassem a aprovar o recurso na CCJ, ganhando tempo, para trabalhar também a votação no Conselho de Ética e jogar para meados do próximo semestre a votação em plenário.
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