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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de julho de 2016. Atualizado às 22h34.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 22/07/2016. Alterada em 21/07 às 20h01min

Faxina nos partidos políticos

Getúlio Dorneles Fernandes da Silva
Operações Lava Jato, Zelotes, Acrônimos e outras de menos impactos, isso só falando de 2014 para cá, desnudaram uma verdadeira máfia de desvios de dinheiro público. Quanto ao retorno desses volumosos recursos financeiros, apenas uma ínfima porcentagem diz que retornou.
Em um País carente na área da saúde, educação, segurança, saneamento, vias férreas, rodovias e vias urbanas, contas-correntes e investimentos foram parar em nome de particulares em paraísos fiscais. As operações continuam, e não é possível, sequer, imaginar quando acabarão. O ideal é que possam ir tão longe o quanto necessário para que não reste um culpado sem apuração de sua responsabilidade. Políticos dos grandes partidos e empresários são denunciados, investigados e condenados, uma situação jamais vista em nosso País.
A falta de credibilidade que recai sobre as lideranças experientes, ou melhor, políticos profissionais, que sempre estiveram no poder, ora como eleitos, ora como aliados, exige um repensar e um renovar dos quadros dos partidos, para que possam submergir dessa imensa lama na qual afundaram. Diante de tantos envolvidos, já condenados e cumprindo ou não sentença, os partidos políticos já poderiam ter iniciado a limpeza de seus quadros expulsando-os, sumariamente, e afastando-os de qualquer participação em suas reuniões. É o mínimo que poderão fazer, de imediato, para preservar a sigla, considerando as eleições municipais que se aproximam. Com o que restar, poder-se-á avaliar os que não foram afetados e poderão assumir as lideranças no País, estados e municípios.
Dos pequenos partidos, poucos candidatos poderão surgir que empolguem o eleitor. Na maioria deles, as teses defendidas são utópicas, ultrapassadas e/ou totalitárias. A reforma política deverá ser tratada como prioridade absoluta, substituindo o fracassado regime presidencialista pelo parlamentarista. Essa mudança deverá ser acompanhada do voto distrital puro para que o eleitor possa estar mais perto dos eleitos e cobrar as suas atitudes.
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