Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 14 de julho de 2016. Atualizado às 01h11.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

Artigo

Notícia da edição impressa de 14/07/2016. Alterada em 13/07 às 19h50min

A criatividade como protagonista

Vilson Noer
Podemos dizer que o primeiro semestre de 2016 foi de muitas turbulências. Inflação, queda na renda do trabalhador, aumento do desemprego, insegurança, cenário de incertezas políticas e econômicas, fizeram parte da vida dos brasileiros. Todos nós fomos afetados. E esse panorama acabou trazendo um estado anímico em quem gera emprego e movimenta a economia, a indústria e o comércio.
A notícia boa é que alguns setores já apresentam uma melhora significativa e a expectativa é que isso altere os rumos do desempenho do ano. O varejo gaúcho mostra um otimismo moderado com a perspectiva até o fim de 2016. Embora o resultado seja negativo para o primeiro semestre, a recuperação gradual dos indicadores econômicos de julho a dezembro deverá amenizar o volume de negócios do ano. A projeção é que o resultado de janeiro a junho deste ano comparado ao mesmo período do ano passado seja 4,2% (nominal) e que chegue ao final do ano com 5%.
Uma das grandes alavancas do varejo foi a chegada antecipada do frio, que alegrou os comerciantes. Agasalhos, cobertores, aquecedores e calçados estão sendo os artigos mais procurados, e, por isso, a perspectiva é que muitas lojas venderão bem mais do que em 2015, ano em que praticamente não houve inverno. Não podemos negar a vulnerabilidade que a crise gera no mercado, que esse momento vem mudando os hábitos de consumo, que a desconfiança em relação ao futuro prejudica as vendas, que muitas famílias tiveram o poder de compra reduzido, e, por isso, é muito importante que os varejistas se adaptem à realidade que se apresenta. É fundamental que o setor recomece, se reinvente e inove para que volte a satisfazer as necessidades dos clientes. A mudança está aí, e é por isso que o protagonismo tem que ser da criatividade e não da crise. O caminho é longo, mas passo a passo, degrau por degrau, o comércio dá sinais de recuperação. É hora de encarar as dificuldades, e encontrar nelas novas oportunidades.
Presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia