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Porto Alegre, terça-feira, 05 de julho de 2016. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 06/07/2016. Alterada em 05/07 às 19h27min

Até quando a Ufrgs resistirá à democratização?

Carlos Alberto Gonçalves
Com base na interpretação equivocada de um decreto federal de 1995, que fere a autonomia fixada na Constituição, a Ufrgs estabeleceu que a consulta para indicação do reitor tenha peso de 70% para docentes e 15% para técnicos e estudantes (a chamada fórmula 70-15-15), considerando ainda a famigerada taxa de abstenção. Isso reduz o voto de um estudante (num universo de 40 mil habilitados a votar) a 0,000025 x 0,15, ou seja, 0,0004. Isso é tão absurdo que, em 2008, o senador Paulo Brossard escreveu que a taxa de abstenção adotada pelo Conselho Superior (Consun) da Ufrgs era antirrepublicana.
Agora, dois meses antes da última consulta, ocorrida em 16 de junho, o Consun, por força da bancada dos diretores de unidades, manteve a ponderação de 70-15-15 e a tal taxa de abstenção, ao contrário de cerca de 70% das universidades federais, como a UFRJ, a maior e mais antiga federal do Brasil, que adota a votação paritária (33-33-33).
Os atuais diretores assinaram uma carta de apoio à eleição do atual vice-reitor, mantiveram a ponderação de 70-15-15, fizeram abertamente campanha para chapa do vice-reitor (inclusive no dia do pleito) e estavam como presidentes ou mesários nas urnas no dia da consulta.
As deputadas Maria do Rosário (PT) e Manuela d'Ávila (PCdoB) foram recrutadas a fazer campanha entre os estudantes para essa mesma chapa. E, absurdamente, um membro da Comissão de Ética da Consulta escreveu uma carta tentando desqualificar e atacando a Chapa 1, de oposição.
Apesar de toda essa máquina, os resultados mostram que a chapa 1, dos professores Carlos Alberto e Laura Verrastro, venceu a consulta numa ponderação paritária ou mesmo numa ponderação favorável aos docentes de 40% ou 50%.
O Consun vai se reunir para analisar o resultado da consulta. Será que estes fatos aqui narrados poderiam soprar mudanças democráticas no Consun, ou a comunidade da Ufrgs vai ter que esperar que a democracia venha por decisão da Justiça Federal?
Médico, professor titular e representante no Consun/Ufrgs
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