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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de julho de 2016. Atualizado às 00h28.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 28/07/2016. Alterada em 27/07 às 20h23min

Promotoria abandona acusação contra policiais

A promotoria abandonou as últimas acusações contra três policiais de Baltimore, nos Estados Unidos, que aguardavam julgamento pela morte de Freddie Gray, o que encerra o caso sem nenhuma condenação. Gray era negro e morreu em 19 de abril de 2015, aos 25 anos, sete dias depois de sofrer uma grave lesão na coluna quando estava sob custódia da polícia. A morte alimentou o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) e gerou uma onda de grandes protestos e tensão em Baltimore.
Segundo a promotoria, o jovem teria sido submetido ao "passeio do cowboy", no qual os detidos são transferidos sem cinto de segurança na cela metálica em meio a freadas fortes e viradas bruscas, para que se machuquem. A viagem durou 40 minutos.
A decisão da promotoria veio após a absolvição, por um juiz, de três dos seis policiais (três brancos e três negros) acusados no caso, incluindo aquele que é considerado o maior responsável pela morte, o motorista da van que transportou Gray. Ontem, em vez de uma audiência prévia ao julgamento do policial Garret Miller, a promotoria informou ao juiz que abandonaria as acusações contra ele e os outros policiais.
Após a morte de Gray, o Departamento de Justiça iniciou uma investigação sobre práticas e padrões indevidos que estariam sendo usados pela polícia de Baltimore. O resultado da análise ainda não foi divulgado. Os promotores alegavam que Gray foi ilegalmente detido após fugir de uma fiscalização da polícia, e que as autoridades falharam ao não prendê-lo ao cinto de segurança do veículo ou chamar equipes médicas quando ele pediu para ir ao hospital.
 

Candidata do Partido Verde quer atrair eleitores de Sanders

Jill Stein é vista como alternativa por uma parcela do eleitorado
Jill Stein é vista como alternativa por uma parcela do eleitorado
NICHOLAS KAMM/AFP/JC
Uma ideia vem ganhando força nas ruas da Filadélfia: Jill Stein é o novo Bernie Sanders. Com 12 milhões de votos, o senador de Vermont chegou longe com sua promessa de "revolução política", mas não o bastante para superar Hillary Clinton nas prévias democratas.
Aí entra Jill, de 66 anos. Presidenciável do Partido Verde, ela virou um plano B para sanderistas que não cogitam votar em Hillary e muito menos em seu oponente republicano, Donald Trump.
O nome da "doutora Jill", médica formada em Harvard, que cozinha suas próprias refeições orgânicas e cantava na banda de folk rock Somebody's Sister, multiplica-se em cartazes da cidade - que sedia não só a convenção democrata, mas também uma série de protestos contra Hillary. Ela aproveitou a maré favorável e se infiltrou na reunião da legenda adversária, na qual conversou com delegados pró-Sanders.
Aos partidários do senador, pedia: "Vocês não precisam se jogar na frente do ônibus". Mesmo candidata de um partido rival, ela chegou a endossar Sanders, com quem acha que tem muito em comum. Mas diz que seria suicídio ideológico um apoio forçado à presidenciável democrata. "Hillary não pode parar Donald Trump. Foram as políticas dos Clinton que criaram a crise que hoje alimenta a extrema-direita", diz, atribuindo à administração de Bill Clinton "males" como a desregulamentação de Wall Street e a Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte).
De acordo com as pesquisas, contudo, é Jill quem não tem chances de frear o "trem Trump". Com uma ou outra exceção, há 160 anos, as eleições norte-americanas são polarizadas entre democratas e republicanos. Em 2016, não é diferente, ainda que o desempenho da terceira via esteja acima da média, com dois candidatos acima do traço (menos de 1%) nas pesquisas. São eles o libertário Gary Johnson e Jill, que foram incluídos em sondagem CBS/New York Times de julho e registraram, respectivamente, 9% e 3% das intenções (Trump tem 44%, e Hillary, 39%).
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