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Porto Alegre, sexta-feira, 22 de julho de 2016. Atualizado às 03h14.

Jornal do Comércio

Geral

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Acidente

Notícia da edição impressa de 22/07/2016. Alterada em 22/07 às 03h17min

Mulher morre após queda de marquise na Capital

Tatiane Duarte da Silva trabalhava em uma lancheria próxima ao local

Tatiane Duarte da Silva trabalhava em uma lancheria próxima ao local


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Uma queda de marquise na rua Annes Dias, próximo à avenida Salgado Filho, matou uma pessoa e deixou outra ferida nesta quinta-feira, no Centro de Porto Alegre. Tatiane Duarte da Silva, de 34 anos, trabalhava em uma lancheria próxima ao local e faleceu na hora. A mãe da vítima estava com ela no momento do acidente e foi levada ao hospital em estado de choque, sem ferimentos. A segunda pessoa atingida é Eva Leni Flores da Silva, de 59 anos. Ela foi levada ao Hospital de Pronto Socorro e não corre risco de morte.
Conforme o Corpo de Bombeiros, está sendo realizada uma obra de revitalização de várias marquises no local. O sub-síndico do prédio, Fernando Silva, informou que o edifício passava por uma revitalização de fachada e a obra não incluía refazer a marquise. Os reparos estavam sendo executados pela empresa Concreto. A engenheira responsável foi ao local após contato com o sub-síndico. A Polícia Civil aguarda a análise de peritos para avaliar a causa do acidente.
A prefeitura afirmou ter enviado equipes da Secretaria Municipal de Urbanismo e de Obras e Viação e do Gabinete de Defesa Civil ao local. De acordo com os profissionais, o que caiu foi uma parte da fachada, e não a marquise. Reformas em fachada em prédios privados não necessitam de licenciamento do município. A prefeitura salienta que "compete ao responsável técnico a execução da obra. Na ausência desse, o proprietário é responsável".
Fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RS) realizaram o levantamento documental de responsabilidade técnica da obra. Em 2 de junho, foi registrada a Anotação de Responsabilidade Técnica com os serviços de montagem de bandeja de proteção, montagem e desmontagem de equipamento suspenso balancim, recuperação da fachada frontal e pintura de fachada. Segundo o presidente do Crea, Melvis Barrios Junior, será instaurado um processo administrativo para apurar os fatos.

Problemas com fachadas já causaram outras mortes em Porto Alegre

Essa não foi a primeira vez que problemas envolvendo fachadas de edificações feriram alguém em Porto Alegre. O caso mais conhecido foi em outubro de 1988, quando desabou a marquise de um edifício na rua Dr. Flores, que sediava as Lojas Arapuã, causando a morte de nove pessoas e ferindo 10. Depois do acidente, a legislação nesse setor foi alterada. O Decreto nº 9.425/1989, vigente até hoje, determina que todos os prédios da Capital devem encaminhar laudos estruturais a cada três anos.
Em dezembro de 2006, outra tragédia tirou a vida da estudante de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Yvi Tomaz, de 18 anos. A jovem foi atingida pelo desabamento da marquise de um prédio em demolição na avenida João Pessoa, na Cidade Baixa.
Um ano depois, em dezembro de 2007, ocorreu o desmoronamento da marquise da escola Monteiro Lobato, na Rua dos Andradas, no Centro, sem deixar mortos ou feridos. O imóvel também estava em situação regular com o município.
O último caso de que se tem notícia foi em 2010, quando a queda de parte do reboco de um edifício na altura do número 1.200 da avenida João Pessoa feriu um homem.
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