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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de julho de 2016. Atualizado às 10h25.

Jornal do Comércio

Esportes

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Rio-2016

24/07/2016 - 14h12min. Alterada em 24/07 às 14h23min

Problemas na abertura da Vila Olímpica deixam COI irritado

Firefighters work at the Olympic and Paralympic Village for the 2016 Rio Olympic Games in Rio de Janeiro, Brazil, on July 23, 2016.

Atletas australianos se recusaram a entrar na Vila Olímpica alegando problemas


YASUYOSHI CHIBA / AFP/JC
O Rio fracassou em seu primeiro teste olímpico. É assim que delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI) têm avaliado o caos relativo à Vila Olímpica. Oficialmente, o COI afirma que operários têm trabalhado dia e noite para resolver os problemas pendentes e admite que "infelizmente o Comitê Rio-2016 espera que isso vá tomar alguns dias ainda".
Mas altos dirigentes do COI apontam, na condição de anonimato, que as condições do local e a recusa da delegação australiana em entrar na Vila, somada a ameaça de outros times, é um 'primeiro fracasso'.
"Atletas que estejam chegando na Vila e cuja acomodação não esteja pronta serão colocados em outros prédios com a melhor acomodação possível", afirmou o COI em comunicado ao Estado, reconhecendo que o Comitê Organizador "lamentou' a situação
A recusa dos atletas australianos em entrar na Vila Olímpica abriu uma verdadeira crise entre as delegações e o COI. As entidade nacionais haviam recebido garantias da organização na Suíça de que, apesar da crise financeira no Brasil, os atletas seriam tratados como prioridade e que nada faltaria aos esportistas.
Por meses, o orçamento para os Jogos foi alvo de debates. Com a falta de uma receita maior, os organizadores foram obrigados a fazer importantes cortes. Mas a promessa, sempre, era de que os atletas seriam preservados.
Agora, com a constatação dos problemas na Vila Olímpica, a reportagem apurou que delegações querem que o COI encontre uma alternativa e que pague por qualquer gasto extra. O COI, por sua vez, tem colocado pressão total sobre o Comitê Organizador.
A mais vocal das críticas partiu da Austrália. Mas membros do COI revelaram que existem "dezenas de delegações" se queixando. Para o presidente do Comitê Olímpico Australiano, John Coates, existem três coisas que precisam funcionar para que uma Olimpíada ocorra: transporte, alimentação e a Vila Olímpica.
Mas, segundo a chefe da delegação australiana, Kitty Chiller, a vila não é "nem segura e nem está pronta". Num comunicado ao COI, ela se queixou de fios elétricos descobertos, vazamentos, banheiros bloqueados e escadarias sem luz. A sujeira do chão também irritou a delegação. Segundo os australianos, as queixas ao COI tem sido "diárias". Para ela, a limpeza precisará ser "massiva".
A delegação decidiu fazer um teste, abrindo todas as torneiras e dando descargas ao mesmo tempo. "O sistema fracassou ", disse a chefe da delegação. "Água começou a escorrer pelas paredes, houve um forte cheiro de gás ", disse. "Deveríamos ter nos mudado para lá no dia 21. Mas a Vila não está nem pronta e nem é segura", insistiu. Os australianos garantem que não estão sozinhos e que outras delegações também têm ameaçado deixar o local, entre elas a Nova Zelândia e Reino Unido.
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Comentários
Sonia Regina Barreto Ribeiro 25/07/2016 10h06min
Isso não poderia acontecer, mas se tratando de Brasil pode.