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14/07/2016 - 17h57min. Alterada em 13/07 às 17h31min

Classe B volta a predominar no comércio de Porto Alegre

Pesquisa "Os porto-alegrenses e o consumo" chega a sua oitava edição

Pesquisa "Os porto-alegrenses e o consumo" chega a sua oitava edição


FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
A pesquisa Os porto-alegrenses e o consumo chega a sua oitava edição com um cenário mais otimista para o comércio da Capital em relação a 2015. O resultado revela também um consumidor cada vez mais consciente dos seus direitos e conectado às novas tecnologias. Essa tendência reforça a necessidade do varejista estar sempre em movimento e atento em oferecer um bom atendimento para fidelizar esse público exigente. Desenvolvido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul), com exclusividade para o Jornal do Comércio, o estudo ouviu 401 pessoas em vários locais públicos: Centro, Assis Brasil, Redenção, Tristeza, Azenha e o Parque Moinhos de Vento (Parcão). O questionário foi aplicado em maio e a amostra garante uma margem de erro de 5% para mais ou para menos.
A pesquisa Os porto-alegrenses e o consumo chega a sua oitava edição com um cenário mais otimista para o comércio da Capital em relação a 2015. O resultado revela também um consumidor cada vez mais consciente dos seus direitos e conectado às novas tecnologias. Essa tendência reforça a necessidade do varejista estar sempre em movimento e atento em oferecer um bom atendimento para fidelizar esse público exigente. Desenvolvido pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul), com exclusividade para o Jornal do Comércio, o estudo ouviu 401 pessoas em vários locais públicos: Centro, Assis Brasil, Redenção, Tristeza, Azenha e o Parque Moinhos de Vento (Parcão). O questionário foi aplicado em maio e a amostra garante uma margem de erro de 5% para mais ou para menos.
Segundo a pesquisadora e professora da ESPM-Sul Liliane Rohde, o destaque fica por conta da maior presença de pessoas da classe B (consumidores com renda entre três a sete salários mínimos), retomando patamares de anos anteriores, como 2014 e 2013. "Esse resultado pode ser explicado pela crise que retirou uma parcela significativa da nova classe C dos locais de consumo", diz a professora. O estudo também trouxe outros dados interessantes, como um discreto aumento dos homens circulando pelas ruas de Porto Alegre, comportamento que também pode ser creditado ao aumento do desemprego, que faz crescer a circulação nestes espaços.
Quanto à idade, o levantamento mostra um número maior de pessoas mais maduras e, consequentemente, mais conservadoras nos locais onde foi feita a abordagem. "Esse dado confirma o fato de termos mais pessoas da classe B circulando. A classe C, que predominava em 2015, é formada por pessoas mais novas, como jovens casais que estão empregados e adquirindo um poder de compra que antes não tinham", comenta Liliane. Os pesquisadores as ESPM também perguntaram como os gaúchos da Capital estão cuidando da sua saúde e qualidade de vida. E o resultado preocupa: 53% dos entrevistados disseram não ter o costume de fazer esportes, enquanto 47% têm este hábito.
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Shoppings como opção de lazer

Em 2015, apenas 3% dos entrevistados na pesquisa "Os porto-alegrenses e o consumo", da ESPM-Sul, afirmaram ir a shoppings centers mais de uma vez na semana. No resultado mais recente, este índice subiu para 11%. Essa mudança acentuada de comportamento é explicada por dois fatores, segundo a professora e pesquisadora Liliane Rohde. Um deles é o aumento de mais pessoas que se enquadram na classe B e a crise na segurança pública. "As pessoas estão indo mais aos shoppings, porque lá se sentem mais seguras para fazer suas compras e refeições." Além disso, os centros comerciais voltaram a ser lugares de lazer para a família. Com menos dinheiro para gastar em shows e peças de teatro, por exemplo, acabam se tornando também um lugar de diversão. Conforme a amostra, apenas 5% dos entrevistados costumam ir a shows mais de uma vez por semana (índice que ficou igual ao registrado ano passado). Já aqueles que dizem ir mensalmente, apresentou um redução significativa. Em 2015, eram 55%; e neste ano, foram 33%. Na edição anterior, 23% disseram ir eventualmente a shows. Já neste ano, o número subiu para 40%.
Nessa edição da pesquisa, foi questionada a frequência com que os entrevistados viajam, não explicitando se são viagens nacionais, internacionais, de lazer ou a trabalho. O resultado mostrou um aumento na frequência de viagens, em função da maior presença de pessoas de classe B nos locais de coleta.

A hora e a vez das compras on-line

Passagens aéreas e livros lideram entre os itens mais comprados nas lojas virtuais
Passagens aéreas e livros lideram entre os itens mais comprados nas lojas virtuais
FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
A compra pela internet está consolidada entre os consumidores porto-alegrenses. A cada edição da pesquisa, a rejeição ao e-commerce vem diminuindo. "As pessoas estão perdendo o medo de comprar pela internet", comenta a professora da ESPM-Sul Liliane Rohde. No resultado deste ano, 28% das pessoas ouvidas afirmaram nunca ter feito uma compra on-line. Em 2015, esse índice era de 34%.
Se, por um lado, o consumidor está mais confiante na tecnologia; por outro, seu comportamento de compra via web se manteve inalterado. Passagens aéreas e livros seguem liderando entre os itens mais comprados nas lojas virtuais. Entre os que compram, 41% usam o notebook, 19% o computador, 10% o celular e 2% o tablet.
A realidade de um consumidor cada vez mais conectado fez com que a coordenação do estudo incluísse uma questão a mais para poder entender melhor o perfil desse cliente. Liliane comenta que a tendência é que muitas pessoas pesquisem preços, informações sobre o produto e opiniões de outros consumidores pela internet, mas realizem a compra na loja física. "A compra em um comércio tradicional ainda traz mais segurança", afirma a professora. Conforme o resultado da amostra, os produtos mais pesquisados na internet são eletrônicos e eletrodomésticos (57%), passagens (43%), viagens (41%), calçados (32%), livros (30%) e roupas (25%).

Instabilidade obriga a poupar

A instabilidade política e financeira alterou os hábitos do consumidor. A pesquisa mostra que as pessoas estão gastando menos e buscando economizar mais. "A crise parece que alterou o comportamento financeiro das pessoas que estão nas ruas. Nesse quesito, houve uma mudança substancial nos índices", diz a professora da ESPM-Sul Liliane Rohde. Entre os 55% que alteraram seu perfil de investimento, 86% migraram para investimentos mais conservadores. O índice de pessoas que têm poupança aumentou devido a uma maior presença da classe B na amostra. Entre os entrevistados, 60% disseram ter poupança. "Essa poupança não necessariamente quer dizer que seja uma aplicação em bancos. Pode ser uma reserva em casa ou na própria conta-corrente. Esse resultado reflete bem a insegurança que passamos e ainda estamos vivenciando", completa a pesquisadora.
O momento delicado também impactou as intenções de compra. Entre aqueles que pensam em reduzir as compras, os itens que pretendem cortar são lazer, sapatos e vestuário. A pesquisa indica ainda que 62% dos entrevistados já fizeram uma redução e 41% ainda pretendem cortar mais os gastos. "No entanto, no que se refere ao comportamento futuro de compras, nota-se um certo otimismo, porque um índice menor de respondentes afirma que vai diminuir suas compras. Neste ano, o índice é de 41% e, no ano passado, estava em 51%", diz Liliane.
Quando abordados sobre o futuro do País, os ouvidos também se mostram mais otimistas. De acordo com o estudo, 22% dos entrevistados acham que o Brasil vai melhorar. Na edição do ano passado, o índice era de 14%. "Neste ano, perguntou-se diretamente como os consumidores de Porto Alegre veem o momento político atual. Esta coleta de dados foi realizada depois do afastamento da presidente Dilma Rousseff", explica a professora. Para 43% das pessoas ouvidas, o cenário político permanecerá igual; 36% acham que vai piorar; e 21%; que irá melhorar.

Marcas próprias são alternativas para o varejo

As marcas próprias podem ser uma boa alternativa para o varejo. A pesquisa da ESPM-Sul revela que 11% dos entrevistados costumam comprar esses produtos, 60% compram às vezes, e 29% não compram. Entre os itens mais procurados de marcas próprias estão alimentos (60%), higiene (27%), limpeza (25%) e cosméticos (22%). "A marca própria é uma forma interessante, pois, além de mais retorno financeiro, o varejista cria uma identificação do cliente com a sua marca", afirma a professora Liliane.
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