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Porto Alegre, domingo, 31 de julho de 2016. Atualizado às 19h15.

Jornal do Comércio

Economia

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31/07/2016 - 19h17min. Alterada em 31/07 às 19h17min

Fundo simples do BB atinge mais de 100 mil cotistas

Instituições como Banco do Brasil e Caixa estão expostas a riscos na área do crédito

Instituições como Banco do Brasil e Caixa estão expostas a riscos na área do crédito


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O fundo simples do Banco do Brasil (BB), lançado há menos de um ano, acaba de alcançar a marca de R$ 2 bilhões em patrimônio líquido, com recursos de mais de 100 mil cotistas. Essa modalidade de fundo, criada pela nova Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a 555, publicada em outubro do ano passado, é considerada uma porta de acesso para investidores novos nessa indústria.
O diretor do BB responsável pela distribuição de fundos de investimento para o segmento do varejo, Edmar Casalatina, destaca que essa modalidade de fundo tem permitido alcançar um público que até então se concentrava em instrumentos mais tradicionais, tal como a poupança e os Certificados de Depósito Bancário (CDB). "A dispensa do suitability, o baixo tíquete de entrada e a taxa de administração competitiva conferem ao Fundo Simples facilitadores importantes para aquele investidor mais conservador ingressar em um mercado mais sofisticado, contribuindo para a diversificação de sua carteira", afirma Casalatina.
Esse fundo, classificado como renda fixa, precisa ter no mínimo 95% de seu patrimônio líquido composto por títulos e dívida pública federal, vendidos pelo Tesouro Direto ou em títulos de renda fixa de bancos com risco equivalente ao dos títulos do governo, como é o caso dos CDBs de grandes bancos, por exemplo. Isso, no entanto, desde que o investimento nos títulos bancários não ultrapasse a metade do patrimônio do fundo.
O fundo simples do BB possui aplicação inicial mínima de R$ 50 e taxa de administração de 1,95% ao ano.
No acumulado deste ano, a captação líquida da indústria de fundos soma R$ 52 bilhões, sendo R$ 31 bilhões vindos dos fundos de renda fixa. Desse total, R$ 1,1 bilhão refere-se aos fundos simples, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
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