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Porto Alegre, quarta-feira, 27 de julho de 2016. Atualizado às 18h24.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

27/07/2016 - 18h37min. Alterada em 27/07 às 18h37min

Dólar recua ante real reagindo ao Fed e a expectativas de ingresso de recursos

O dólar oscilou 1% num intervalo de 1h20 após o anúncio da decisão e do comunicado da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), feito às 15 horas. No fechamento, a moeda americana estava em baixa de 0,15%, aos R$ 3,2672 no mercado à vista. O volume de negócios registrado na clearing de câmbio somava cerca de US$ 1,369 bilhão. No mercado futuro, o dólar para agosto encerrou em baixa de 0,43%, aos R$ 3,2665, com um giro movimentado de cerca de US$ 12,049 bilhões.
A moeda norte-americana chegou a subir até uma máxima R$ 3,2932 (+0,65%) por volta das 15h02 no mercado à vista, reagindo à manutenção dos juros nos Estados Unidos e à constatação do Fed de que as incertezas de curto prazo diminuíram. A taxa dos Fed Funds foi mantida na faixa de 0,25% a 0,50% e a de redesconto, em 1% ao ano. Em seguida, porém, a moeda americana passou a cair e chegou a atingir uma mínima intraday, aos R$ 3,2607 (-0,35%) por volta das 16h20.
A inversão de sinal para baixo respondeu à percepção de que o Fed apontou uma melhora na perspectiva da economia americana, porém, deixou em aberto o momento da retomada do aperto monetário, disse Jefferson Rugik, diretor da Correparti.
Já o fortalecimento pontual, à tarde, refletiu a visão de uma parcela de analistas do mercado de que os juros poderiam subir neste ano, possivelmente no curto prazo, na reunião de setembro.
A falta de previsão clara de alta dessas taxas, somada à possibilidade de adoção de estímulos fiscais e monetários pelo governo e o Banco Central do Japão, que se reúne nesta sexta-feira, ampara expectativas de possível migração de capital estrangeiro para os mercados emergentes, como o Brasil, disse um profissional de uma corretora.
Além disso, a mesma fonte destacou a aposta do mercado, após a ata da Copom, de que o Banco Central poderá manter a taxa Selic inalterada em 14,25% ao ano por mais alguns meses. "Com esse nível de juro básico, o diferencial de juros interno e externo continua bem favorável ao Brasil e pode atrair capitais, apesar das incertezas no cenário econômico e fiscal doméstico", avaliou.
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