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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de julho de 2016. Atualizado às 00h24.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 28/07/2016. Alterada em 27/07 às 21h11min

Desemprego fica quase estável em junho na RMPA

No semestre, saldo negativo acumulado é de 531.765 vagas

Índice ficou em 10,3%, com 196 mil pessoas sem trabalho formal


Marcelo G. Ribeiro/JC
Patrícia Comunello
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) ficou relativamente estável em junho, fechando em 10,3% da População Economicamente Ativa (PEA). O indicador apurado pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) subiu 0,01 ponto percentual, frente aos 10,2% do estudo anterior.
A região somou 196 mil desempregados no mês passado, mil pessoas a mais que junho. O acréscimo de desocupados é explicado principalmente, segundo a coordenação da PED, pela redução no nível da ocupação, com queda de 13 mil postos, recuo de 0,8%. A RMPA registrou 1,7 milhão de ocupados. O descompasso no mercado foi gerado pelo menor número de pessoas que saíram do mercado e a menor geração de vagas.
A maior redução de vagas ocorreu na indústria de transformação, com queda de 14 mil ocupados (-5%). No comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, foram 3 mil ocupados a menos em junho, ou -0,9%. Já os setores de serviços e construção caminharam em sentido oposto. O primeiro abriu 4 mil postos (alta de 0,4%) e a construção mais 1 mil vagas (0,8%).
A taxa de junho ficou 21,2% maior que a do mesmo mês de 2015, que estava em 8,5%. No mês passado, a PED indicou que o setor privado puxou o desemprego, ao cortar 33 mil postos, queda de 3,2%. O setor público foi bem mais acanhado na redução, com menos mil vagas. Ainda no segmento privado, trabalhadores com carteira assinada tiveram maior freio, com enxugamento de 35 mil contratos (-3,8%), enquanto os sem carteira cresceram 2 mil postos. O comportamento reforça o avanço da informalidade neste período de recrudescimento do desemprego na região e no País. 
A economista e coordenadora da PED pelo Diese, Virgínia Donoso, ressalta que a pesquisa apontou um dado positivo, que foi um aumento dos rendimento médio real, em 1,6% para ocupados e 3,7% para assalariados. "É um pequeno aumento, mas significa manutenção da renda. Achamos que pode ser já algum impacto das negociações coletivas, principalmente na indústria", observou Virgínia. Categorias como a dos metalúrgicos fecharam acordo em maio, repondo a inflação. 
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