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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de julho de 2016. Atualizado às 18h50.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

13/07/2016 - 18h51min. Alterada em 13/07 às 18h51min

Dólar cai pelo 2º dia consecutivo a despeito de atuação do Banco Central

Pela segunda sessão consecutiva, o dólar recuou ante o real e fechou aos R$ 3,2692 (-0,76%), na mínima do dia, a despeito de nova atuação do Banco Central no câmbio. Assim como no dia anterior, a autarquia vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap reverso, operação que corresponde à compra da moeda americana no mercado futuro. No entanto, o esforço do BC não conseguiu conter a baixa do dólar, que se firmou à tarde, após o Livro Bege do Federal Reserve (Fed) mostrar que o crescimento americano está em um ritmo modesto e há algumas incertezas à frente, como as eleições para presidente em novembro e os efeitos do Brexit. Há ainda expectativas de elevada liquidez internacional e possível migração de recursos estrangeiros para o País. O volume de negócios à vista registrado na clearing da BM&FBovespa somou US$ 1,872 bilhão.
Em reação também ao documento do Fed, que resume as condições da economia dos EUA, as bolsas em Nova Iorque passaram a subir, puxando junto a Bovespa, enquanto o dólar se enfraqueceu mais no exterior.
Internamente, a queda da divisa dos EUA também ganhou tração, em meio a ajustes técnicos e desmontagem de posições compradas no mercado futuro, afirmou o operador José Carlos Amado, da Spinelli Corretora. No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 0,98%, aos R$ 3,2820, com giro de US$ 13,642 bilhões.
Os agentes de câmbio estão contando com um aumento da liquidez global. Com a mudança de governo no Reino Unido hoje - Theresa May assumiu o cargo de primeira-ministra - foram fortes os comentários de que a taxa básica do país, que está desde fevereiro de 2009 no menor nível histórico desde 1970, em 0,50% ao ano, cairia para 0,25% ou até zero, segundo analistas ouvidos pelo Broadcast.
No Brasil, foi monitorada ainda a movimentação em torno da eleição para a presidência da Câmara. De acordo com profissionais do mercado, é crucial que um candidato da base vença para que o presidente em exercício, Michel Temer, tenha maior chance de aprovar propostas necessárias à retomada do crescimento econômico e medidas de ajuste fiscal. Se o vitorioso for um deputado da base aliada, o dólar teria mais espaço para cair amanhã, disse um operador.
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