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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de julho de 2016. Atualizado às 08h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

11/07/2016 - 08h55min.

Bolsas europeias sobem com expectativa de estímulos no Japão e emprego nos EUA

As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (11) com os investidores animados na expectativa por mais estímulos no Japão e a continuação do otimismo com os recentes dados de emprego nos EUA que, na sexta-feira, fez o índice S&P 500 fechar no segundo maior patamar da história.

Às 8h42min (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,90%, Paris ganhava 1,46% e Frankfurt tinha alta de 1,63%. A Bolsa de Madri, por sua vez, avançava 1,30%, Milão registrava acréscimo de 0,74% e Lisboa subia 2,01%.

Em dia de agenda esvaziada de indicadores, o bom humor das bolsas europeias prevalece desde a sexta-feira depois que os EUA divulgaram seu relatório de emprego. O país registrou criação de 287 mil vagas em junho, bem acima da previsão, de 165 mil, o que gerou alívio entre os investidores de que a saúde da maior economia do mundo está melhor do que o projetado depois da divulgação dos dados de maio, quando foram criadas apenas 11 mil vagas (dado revisado), disseminando pessimismo generalizado.

Ventos favoráveis vindos da Ásia também animam os mercados nesta manhã. As ações em Tóquio lideraram um rali na maior parte da Ásia nesta segunda-feira, em meio a expectativas de novos incentivos fiscais no Japão, após a vitória da coalizão governista na eleição parlamentar de ontem. O índice Nikkei saltou 3,98%, a 15.708,82 pontos, encerrando o dia com o maior ganho porcentual em um único pregão desde 2 de março.

A melhora de sentimento em Tóquio veio após a coalizão do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ampliar sua vantagem na câmara alta e conquistar dois terços dos assentos na eleição parlamentar deste fim de semana. Após a vitória, Abe declarou que vai orientar seu gabinete amanhã a começar a elaborar um pacote agressivo de estímulos. Analistas calculam que o novo pacote será de pelo menos 100 trilhões de ienes e poderá chegar a 200 trilhões de ienes. A notícia animou os investidores mundo afora.

Entre os setores que estão em destaques de alta estão o de mineração e o automobilístico. A desvalorização do euro ante o dólar na última semana beneficiou as exportações das empresas desses segmentos. No horário acima, os papéis da Antofagasta e da Rio Tinto avançavam 2,39% e 2,20%, respectivamente na Bolsa de Londres. Já as ações da Volkswagen e da BMW tinham alta superior a 1,2%.

Em Milão, as ações do banco Monte dei Paschi chegaram a subir mais de 8% em meio a expectativas em torno da declaração do banco na semana passada, de que está trabalhando com as autoridades bancárias europeias uma forma de reduzir sua carteira de empréstimos inadimplentes. Recentemente, o Banco Central Europeu pediu para que a instituição reduzisse essa carteira do valor atual de 46,9 bilhões de euros para 32,6 bilhões de euros até 2018.

As ações da ThyssenKrupp, em Frankfurt, também estão entre os melhores desempenho, de até alta em torno de 5%, após a siderúrgica alemã confirmar no domingo que está em negociações com a indiana Tata Steel para uma consolidação de suas operações.

No mercado de câmbio, a libra, que chegou a cair mais cedo em meio a especulações de que o Banco da Inglaterra poderá cortar juros em sua reunião de política monetária na quinta-feira, passou a subir e a bater máximas após a secretária de Estado de Energia, Andrea Leadsom, anunciar que vai deixar a disputa pela liderança do Partido Conservador.

Assim, ela abre caminho para a ministra do interior, Theresa May, assumir o cargo de premiê do Reino Unido no lugar de David Cameron, que anunciou sua renúncia ao cargo depois do plebiscito no Reino Unido optar pela saída do país da União Europeia. No horário acima, a libra subia a US$ 1,2975, de US$ 1,2957 no final da tarde de sexta-feira.
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